Ouvir rádio

Pausar rádio

Offline
MÃE DE EDUARDA CAMPOPIANO, DO PL, RECEBE BENEFÍCIO SOCIAL DESDE 2019
Por JOAO BISPO
Publicado em 10/10/2026 18:39
Política

Débora Campopiano, de 59 anos, mãe da deputada estadual eleita por São Paulo Eduarda Campopiano (PL), recebe o Benefício de Prestação Continuada (BPC) desde janeiro de 2019, segundo dados do Portal da Transparência do governo federal. O caso ganhou repercussão em 10 de outubro de 2026 porque a parlamentar é conhecida por suas críticas a determinadas políticas de assistência social.

 

 

Quanto ela recebeu do governo?

De acordo com levantamento publicado pelo Terra, os pagamentos registrados até agosto de 2026 somavam aproximadamente R$ 113,1 mil. O benefício mensal é equivalente a um salário mínimo e é destinado a idosos a partir de 65 anos ou pessoas com deficiência de longo prazo que atendam aos critérios socioeconômicos exigidos.

 

 

Por que o benefício está sendo questionado?

A discussão envolve três pontos principais:

  • Idade: Débora tem 59 anos, portanto não se enquadra no critério de idade para receber o BPC. Entretanto, pode ter direito caso possua uma deficiência que atenda aos requisitos legais.

  • Renda familiar: a regra geral exige renda mensal familiar por pessoa de até um quarto do salário mínimo, além dos demais critérios aplicáveis.

  • Renda da filha: Eduarda recebe cerca de R$ 15,2 mil brutos mensais como vereadora de Praia Grande. Se as duas morarem juntas e a renda da parlamentar integrar o grupo familiar considerado pelo INSS, isso poderá afetar a análise da elegibilidade.

     

     

A mãe da deputada cometeu alguma irregularidade?

Até o momento, não há comprovação pública de fraude ou recebimento irregular. As informações divulgadas não esclarecem se Débora possui uma deficiência que justifique o benefício, qual composição familiar foi declarada ao INSS ou se mãe e filha residem no mesmo endereço.

Débora também trabalha com artesanato e divulga cursos de produção de bonecas na internet. A existência dessa atividade, isoladamente, não comprova irregularidade: é necessário verificar a renda efetiva, as regras aplicáveis e as informações declaradas ao órgão responsável.

 

 

A imprensa informou que procurou a assessoria de Eduarda para esclarecer os pontos pendentes, mas não havia recebido resposta até a publicação das reportagens.

Comentários