A deputada federal Júlia Zanatta (PL-SC) assinou uma emenda que permite elevar a jornada semanal para até 52 horas em determinadas condições. Já a afirmação de que ela assinou uma proposta para “reduzir o FGTS pela metade” precisa ser explicada com mais precisão.
O que Júlia Zanatta assinou?
Segundo o Poder360, em 14 de maio de 2026, Zanatta foi uma das 176 deputadas e deputados que assinaram uma emenda à proposta de redução da jornada de trabalho. A emenda, de autoria do deputado Sérgio Turra (PP-RS), propunha uma transição de dez anos para chegar a uma jornada de 40 horas semanais e permitia ampliar o limite em até 30%, chegando a 52 horas, mediante acordo com sindicatos.
E o FGTS seria reduzido?
A afirmação exige contexto:
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Jornada de até 52 horas: sim, a emenda previa essa possibilidade, sob determinadas condições.
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Redução do FGTS: a proposta estava associada a uma mudança na jornada e nas regras de remuneração. Porém, a fonte consultada não confirma que o texto determinasse um corte fixo de 50% no FGTS de todos os trabalhadores.
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A proposta virou lei? A assinatura de uma emenda não significa que ela tenha sido aprovada ou entrado em vigor.
A diferença é importante: o FGTS corresponde, em regra, a 8% da remuneração paga ou devida ao trabalhador, e não a um valor fixo igual para todos. Se uma proposta estabelece remuneração proporcional às horas trabalhadas, o depósito pode diminuir como consequência da redução salarial — mas isso não equivale automaticamente a cortar pela metade o percentual legal do FGTS.