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PROPOSTAS DOS CANDIDATOS À PRESIDÊNCIA
Por JOAO BISPO
Publicado em 12/10/2026 06:30
Política

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL), candidatos que disputam o segundo turno das eleições presidenciais de 2026, apresentam visões diferentes sobre o papel do Estado na cultura brasileira. A comparação foi publicada pelo Metrópoles em 11 de outubro.

 

 

Enquanto Lula defende ampliar o financiamento público e o acesso à cultura, Flávio enfatiza a liberdade de expressão, a valorização das tradições e a revisão de leis e políticas culturais.

 

 

As principais propostas de cada candidato

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Lula (PT)

Mais financiamento público e ampliação do acesso

  • Fortalecer a Lei Rouanet e a Lei Aldir Blanc.

  • Ampliar equipamentos e espaços culturais nas periferias.

  • Preservar o patrimônio histórico e valorizar culturas populares e tradicionais.

  • Fortalecer o audiovisual, os jogos eletrônicos e a produção cultural brasileira no exterior.

  • Criar regras para o uso de obras artísticas por sistemas de inteligência artificial, com remuneração dos autores.

  • Ampliar a participação popular na definição das políticas culturais.

Flávio Bolsonaro vai ser o candidato da direita em 2026 - Portal Minas
 
 
 

Flávio Bolsonaro (PL)

Liberdade de expressão, tradições e revisão de incentivos

  • Preservar o patrimônio histórico, incluindo obras, centros e acervos.

  • Revisar as políticas de incentivo cultural para corrigir o que considera distorções.

  • Valorizar tradições brasileiras e manifestações culturais regionais.

  • Descentralizar os recursos e criar polos culturais em diferentes regiões.

  • Buscar apoio para artistas com mérito artístico que tenham pouca visibilidade.

  • Defender a liberdade de expressão e distinguir manifestações culturais de agendas políticas.

    O que os dois têm em comum?

    Ambos mencionam a valorização da cultura brasileira, a preservação do patrimônio histórico e a descentralização do acesso aos recursos culturais. A diferença está principalmente nos instrumentos e no papel que cada um atribui ao Estado no financiamento e na organização do setor.

     

     

    Um ponto importante: propostas de campanha ainda precisam ser transformadas em políticas concretas. Para avaliar seus efeitos, será necessário observar orçamento, critérios de distribuição dos recursos, regras de prestação de contas e medidas para garantir que artistas de diferentes regiões e correntes de pensamento tenham acesso às oportunidades. 

     

     

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