O Sistema Único de Saúde (SUS) começa a disponibilizar, nesta semana, nove medicamentos oncológicos de alta tecnologia, ampliando as opções de tratamento para pacientes com diferentes tipos de câncer. O anúncio ocorre durante o Outubro Rosa, campanha de conscientização sobre o câncer de mama.
Segundo informações divulgadas pela CNN Brasil, os medicamentos contemplam tratamentos para câncer de mama, próstata, pulmão, rins, estômago, tireoide e alguns tipos de leucemia e linfoma. A estimativa de impacto financeiro é de aproximadamente R$ 4 bilhões por ano.
Quais são os nove medicamentos?
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Abemaciclibe: câncer de mama em estágio inicial, em pacientes com características específicas do tumor.
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Trastuzumabe: câncer de estômago ou da junção entre o estômago e o esôfago.
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Acetato de lanreotida: determinados tumores neuroendócrinos.
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Pazopanibe: câncer renal avançado ou metastático.
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Rituximabe: alguns tipos de leucemia e linfoma.
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Abiraterona: câncer de próstata em situações clínicas específicas.
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Gefitinibe: câncer de pulmão de não pequenas células, conforme indicação médica.
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Alfatirotropina (TSH recombinante): apoio ao tratamento de determinados casos de câncer diferenciado de tireoide.
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Sunitinibe: câncer renal avançado e determinados tumores gastrointestinais.
O que muda para os pacientes?
A ampliação busca facilitar o acesso a tratamentos modernos que podem controlar a progressão da doença, melhorar a qualidade de vida e, em determinadas situações, aumentar a sobrevida.
O Ministério da Saúde também prevê ampliar para 23 o número de medicamentos oncológicos contemplados pela iniciativa até o fim de 2026. A disponibilização ocorre de forma organizada, com participação de serviços de oncologia habilitados e das redes estaduais de saúde.
Importante: os medicamentos não são indicados para todos os pacientes com câncer. A escolha depende do tipo de tumor, de suas características moleculares, do estágio da doença e dos tratamentos anteriores. A oferta também pode variar conforme a organização da distribuição em cada estado.
Para saber se um medicamento específico está disponível para determinado tratamento, o paciente ou familiar deve procurar o oncologista e o serviço de oncologia responsável pelo atendimento no SUS.