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OMS INVESTIGA SEGUNDO CASO DE PNEUMONIA MISTERIOSA EM LABORATÓRIO NA RÚSSIA
Por JOAO BISPO
Publicado em 07/10/2026 07:38
Saúde

A Organização Mundial da Saúde (OMS) pediu explicações às autoridades russas sobre relatos de que uma segunda funcionária de um laboratório na Sibéria teria desenvolvido pneumonia de causa desconhecida. O pedido ocorre após a morte de uma pesquisadora de 28 anos que trabalhava em um instituto especializado em doenças perigosas, incluindo a peste.

 

O que aconteceu?

 

A primeira vítima, identificada como Darya Shipilova, trabalhava no Instituto de Pesquisa Antipeste da Sibéria e do Extremo Oriente, na região de Irkutsk. Ela foi hospitalizada com uma pneumonia grave e morreu em 2 de outubro. A causa exata ainda não foi esclarecida.

 

O caso chamou atenção porque surgiram relatos de que ela teria sido acidentalmente exposta a um agente infeccioso no laboratório, levantando inicialmente a possibilidade de peste pneumônica.

 

⚠️ É peste?

 

Até agora, não há confirmação de que seja peste.

 

As autoridades russas informaram à OMS que não foram identificados casos de peste entre as pessoas que tiveram contato com a pesquisadora. Os contatos foram identificados, monitorados e testados, sem registro de sintomas até o momento.

 

A OMS, entretanto, quer saber qual foi o agente causador da pneumonia grave e por que foram necessárias as medidas de saúde pública adotadas pelas autoridades russas.

 

E o segundo caso?

 

Esse é justamente o ponto que está sendo investigado.

 

A OMS recebeu relatos da existência de uma segunda funcionária com pneumonia de origem indeterminada e pediu informações oficiais à Rússia para verificar se o caso realmente ocorreu e se existe alguma relação com o primeiro episódio.

 

Portanto, o segundo caso ainda é tratado como um relato não confirmado oficialmente, e não como uma nova vítima comprovada da mesma infecção.

 

Existe risco de uma nova epidemia?

 

Por enquanto, não há evidências de um surto de peste ou de uma epidemia.

 

A OMS continua acompanhando a situação e afirma que os contatos conhecidos da primeira paciente não apresentaram sinais da doença. As autoridades russas também afirmam que a situação epidemiológica em Irkutsk permanece estável.

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