Os bombeiros franceses conseguiram controlar os principais focos do grande incêndio florestal na região de Bordeaux, no sudoeste da França, mas as autoridades permanecem em estado de alerta devido à chegada de uma nova onda de calor, que pode reacender as chamas.
Incêndio de grandes proporções
O incêndio já devastou cerca de 42 mil hectares, principalmente de florestas de pinheiros na região de Landes e Gironde, uma das áreas mais importantes para o turismo e para a produção de vinhos da França. O fogo é considerado um dos mais graves enfrentados pelo país nas últimas décadas.
Milhares de pessoas foram retiradas
Durante o avanço das chamas:
- Cerca de 220 mil moradores e turistas precisaram ser evacuados na região de Gironde.
- Em toda a França e na Espanha, as evacuações chegaram a aproximadamente 330 mil pessoas.
- Alguns moradores já receberam autorização para retornar às suas casas, mas novas evacuações preventivas continuam sendo realizadas em áreas de maior risco.
Nova onda de calor preocupa
Os meteorologistas preveem temperaturas de até 42 °C, além de ventos secos, condições que favorecem a propagação rápida do fogo.
Mesmo com o incêndio controlado, as autoridades alertam que:
- focos podem ser reativados;
- brasas ainda permanecem em áreas queimadas;
- a vegetação extremamente seca aumenta o risco de novos incêndios.
Grande operação de combate
Mais de 2.200 bombeiros, apoiados por aeronaves, helicópteros e equipes de diversos países europeus, continuam trabalhando para consolidar o controle do incêndio e impedir novos avanços.
Macron: situação é sem precedentes
O presidente francês, Emmanuel Macron, afirmou que o país enfrenta uma das piores temporadas de incêndios desde a Segunda Guerra Mundial. Segundo ele, a combinação de calor extremo, seca prolongada e ventos fortes criou condições excepcionais para a propagação das chamas.
Mudanças climáticas
Especialistas apontam que a Europa vem registrando verões cada vez mais quentes e secos. O aumento das temperaturas e a redução da umidade favorecem incêndios mais frequentes, intensos e difíceis de controlar, tornando eventos como o de Bordeaux mais prováveis no futuro.