O número de mortos após o terremoto de magnitude 7,1 que atingiu a ilha de Kyushu, no sudoeste do Japão, subiu para 25, segundo o balanço mais recente divulgado pelas autoridades japonesas. As equipes de resgate continuam as buscas por desaparecidos em áreas de prédios desabados e estruturas gravemente danificadas.
O que aconteceu?
O terremoto ocorreu na terça-feira (28), com epicentro na província de Kumamoto, a cerca de 10 km de profundidade. O tremor atingiu o nível máximo da escala sísmica japonesa (Shindo 7) em algumas localidades, provocando desabamentos, incêndios, interrupções no transporte e cortes de energia e abastecimento de água.
Onde ocorreram as principais mortes?
As autoridades informaram que muitas vítimas estavam em dois locais fortemente atingidos:
- Uma fábrica de papel, onde uma grande chaminé desabou durante o terremoto;
- Um shopping center, que sofreu danos estruturais e registrou uma explosão após o tremor, deixando pessoas presas sob os escombros.
Além das mortes confirmadas, nove óbitos ainda estavam sendo investigados para verificar se tiveram relação direta com o terremoto.
Operação de resgate
Milhares de bombeiros, policiais e integrantes das Forças de Autodefathesa do Japão seguem trabalhando em uma corrida contra o tempo para localizar sobreviventes. Máquinas pesadas, cães farejadores e helicópteros foram mobilizados para remover escombros e levar ajuda às áreas isoladas.
Impactos
O terremoto também provocou:
- cortes de energia para dezenas de milhares de residências;
- interrupção do abastecimento de água;
- suspensão de linhas ferroviárias, incluindo trechos do trem-bala;
- danos em rodovias, pontes e edifícios históricos;
- evacuação de milhares de moradores para abrigos temporários.
Há risco de novos tremores?
Sim. A Agência Meteorológica do Japão alertou para a possibilidade de fortes réplicas nos próximos dias, orientando a população a evitar edifícios danificados e permanecer atenta a novos avisos. Embora um alerta inicial de tsunami tenha sido emitido logo após o terremoto, ele foi posteriormente cancelado.
Situação atual
As operações de busca e resgate continuam, e o número de vítimas pode mudar à medida que novas áreas são vistoriadas. As autoridades japonesas também iniciaram a avaliação dos prejuízos e a assistência às pessoas desalojadas, enquanto trabalham para restabelecer os serviços essenciais nas regiões mais afetadas.