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DIABETES E EMAGRECIMENTO: BRASIL TEM 21 CANETAS REGISTRADAS
Por JOAO BISPO
Publicado em 30/07/2026 07:57
Notícia

 

A aprovação de cinco novas canetas à base de semaglutida pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) elevou para 21 o número de canetas injetáveis registradas no Brasil para tratamento de diabetes tipo 2 e/ou obesidade. A ampliação da oferta deve aumentar a concorrência e, no futuro, contribuir para maior disponibilidade e possível redução de preços.

Quais foram as novas aprovações?

Os cinco novos medicamentos registrados são todos à base de semaglutida sintética e foram aprovados para o tratamento de diabetes tipo 2:

  • Owozy
  • Seemasun
  • Zempneo
  • Semavy
  • Orsema

Eles foram registrados por comparação com o Ozempic e devem ser usados como complemento à dieta e à prática de exercícios físicos.

Quais canetas existem hoje no Brasil?

Segundo o levantamento, o país conta com 21 canetas registradas, distribuídas entre diferentes princípios ativos, como:

  • Semaglutida (ex.: Ozempic, Wegovy e novos similares);
  • Liraglutida (ex.: Saxenda e Victoza);
  • Tirzepatida (Mounjaro);
  • Outros agonistas do receptor de GLP-1 indicados principalmente para diabetes tipo 2.

Nem todas são para emagrecer

Apesar de serem popularmente conhecidas como "canetas emagrecedoras", nem todas possuem indicação aprovada para perda de peso.

Atualmente, os medicamentos registrados especificamente para controle crônico da obesidade ou sobrepeso incluem:

  • Wegovy
  • Saxenda
  • Povitztra
  • Olire
  • Mounjaro

Já medicamentos como:

  • Ozempic
  • Rybelsus
  • Victoza
  • Trulicity
  • os novos produtos à base de semaglutida sintética

têm como principal indicação o tratamento do diabetes tipo 2, embora alguns possam promover perda de peso durante o tratamento.

Como essas canetas funcionam?

A maioria atua imitando hormônios naturais do organismo, principalmente o GLP-1, que ajuda a:

  • estimular a produção de insulina;
  • reduzir a liberação de glucagon;
  • retardar o esvaziamento do estômago;
  • aumentar a sensação de saciedade.

O resultado pode ser um melhor controle da glicemia e, em muitos pacientes, redução do peso corporal.

Quem pode usar?

Esses medicamentos não devem ser utilizados por conta própria. A indicação depende de avaliação médica, considerando fatores como:

  • diabetes tipo 2;
  • obesidade ou sobrepeso com doenças associadas;
  • histórico clínico;
  • contraindicações e possíveis efeitos adversos.

No Brasil, a venda é feita com retenção da receita médica, medida adotada para reduzir o uso indiscriminado.

O que muda com as novas aprovações?

A chegada de mais opções ao mercado pode:

  • ampliar o acesso aos tratamentos;
  • reduzir a dependência de poucos fabricantes;
  • aumentar a concorrência;
  • contribuir para a redução de preços ao longo do tempo, embora isso dependa da definição dos valores pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED) e das estratégias comerciais das empresas.
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