As fortes rajadas de vento que atingiram a capital paulista e a Grande São Paulo na tarde de 29 de julho de 2026 causaram transtornos na operação dos aeroportos de Congonhas e Guarulhos, afetando 32 voos entre atrasos, cancelamentos, desvios e arremetidas. A instabilidade foi provocada pela passagem de uma frente fria acompanhada de ventos intensos, levando a Defesa Civil a emitir um alerta severo para a região.
O que aconteceu?
As rajadas de vento reduziram as condições de segurança para pousos e decolagens, obrigando pilotos e controladores de voo a alterar diversas operações. Segundo os balanços divulgados:
- 32 voos foram impactados nos dois aeroportos;
- Algumas aeronaves precisaram arremeter antes do pouso;
- Outros voos foram desviados para aeroportos alternativos, como Viracopos, em Campinas;
- Houve atrasos na chegada e saída de passageiros ao longo da tarde.
Por que o vento afeta tanto os aviões?
Embora aeronaves comerciais sejam projetadas para enfrentar condições meteorológicas adversas, ventos muito fortes podem dificultar principalmente:
- a aproximação para pouso;
- a manutenção do alinhamento com a pista;
- as decolagens com segurança.
Quando os limites operacionais são atingidos ou há risco elevado, os pilotos podem:
- arremeter e tentar um novo pouso;
- aguardar melhora das condições;
- alternar para outro aeroporto.
Esses procedimentos são considerados normais e fazem parte dos protocolos de segurança da aviação.
Efeitos além dos aeroportos
A ventania também provocou diversos transtornos na Grande São Paulo, incluindo:
- quedas de árvores;
- interrupções no fornecimento de energia elétrica em algumas regiões;
- dificuldades no trânsito;
- atuação da Defesa Civil para atender ocorrências relacionadas ao mau tempo.
Orientação aos passageiros
Quem tinha voo marcado foi orientado a:
- acompanhar o status do voo junto à companhia aérea;
- chegar ao aeroporto com antecedência;
- verificar possíveis remarcações antes de sair de casa.
Mesmo após a melhora das condições meteorológicas, é comum ocorrer um efeito cascata, em que atrasos e mudanças na malha aérea continuam afetando voos por várias horas até que a operação seja totalmente normalizada.