O chamado “golpe dos nudes” é uma forma de extorsão digital que mistura engenharia social, exposição íntima e falsa autoridade policial. No caso recente investigado em São Paulo, presos estariam usando nomes de delegados e policiais civis para pressionar vítimas a fazer transferências bancárias.
Como o golpe funciona
Os criminosos normalmente seguem um roteiro parecido:
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Criam perfis falsos em redes sociais ou aplicativos de namoro.
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Iniciam conversas com a vítima e trocam fotos íntimas.
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Depois, outro integrante da quadrilha entra em contato fingindo ser:
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Afirmam que houve denúncia de pornografia infantil, aliciamento ou crime sexual.
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Exigem dinheiro para “encerrar a investigação” ou evitar prisão.
No caso paulista, os criminosos utilizavam nomes reais de delegados da Polícia Civil de São Paulo para dar aparência de legitimidade à ameaça.
Por que esse golpe funciona
O esquema explora três fatores psicológicos:
As vítimas frequentemente entram em pânico antes de verificar se a abordagem é verdadeira. Os criminosos também usam:
O que a polícia descobriu
Segundo a investigação, detentos conseguiam coordenar o esquema de dentro de presídios usando celulares ilegais. Há suspeita de divisão de tarefas:
A prática não é nova, mas o uso de identidades reais de autoridades aumentou a sofisticação do golpe.
Como se proteger
Algumas medidas reduzem bastante o risco:
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evitar envio de fotos íntimas para desconhecidos;
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desconfiar de perfis recém-criados;
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nunca fazer pagamentos sob pressão;
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verificar diretamente canais oficiais da polícia;
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bloquear contatos suspeitos;
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guardar prints e registrar boletim de ocorrência.
Delegados reais não pedem PIX para arquivar investigações nem resolvem acusações criminais por WhatsApp.
O que fazer se cair no golpe
Se a pessoa já enviou dinheiro ou imagens:
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interrompa o contato imediatamente;
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salve provas;
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registre ocorrência;
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avise o banco rapidamente para tentar bloquear transferências;
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denuncie os perfis nas plataformas usadas.
No Brasil, crimes desse tipo costumam ser investigados por delegacias especializadas em crimes cibernéticos e extorsão.