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"GOLPE DOS NUDES": PRESOS USAVAM NOMES DE DELEGADOS DE SP PARA EXTORSÃO
Por JOAO BISPO
Publicado em 22/05/2026 07:11
Notícia

O chamado “golpe dos nudes” é uma forma de extorsão digital que mistura engenharia social, exposição íntima e falsa autoridade policial. No caso recente investigado em São Paulo, presos estariam usando nomes de delegados e policiais civis para pressionar vítimas a fazer transferências bancárias. 

Como o golpe funciona

Os criminosos normalmente seguem um roteiro parecido:

  1. Criam perfis falsos em redes sociais ou aplicativos de namoro.

  2. Iniciam conversas com a vítima e trocam fotos íntimas.

  3. Depois, outro integrante da quadrilha entra em contato fingindo ser:

    • delegado,

    • policial civil,

    • advogado,

    • ou parente de uma suposta menor de idade.

  4. Afirmam que houve denúncia de pornografia infantil, aliciamento ou crime sexual.

  5. Exigem dinheiro para “encerrar a investigação” ou evitar prisão.

No caso paulista, os criminosos utilizavam nomes reais de delegados da Polícia Civil de São Paulo para dar aparência de legitimidade à ameaça. 

Por que esse golpe funciona

O esquema explora três fatores psicológicos:

  • medo de exposição pública;

  • vergonha;

  • medo de problemas criminais.

As vítimas frequentemente entram em pânico antes de verificar se a abordagem é verdadeira. Os criminosos também usam:

  • fotos de distintivos;

  • brasões oficiais;

  • números falsificados;

  • documentos adulterados;

  • linguagem jurídica para intimidar.

O que a polícia descobriu

Segundo a investigação, detentos conseguiam coordenar o esquema de dentro de presídios usando celulares ilegais. Há suspeita de divisão de tarefas:

  • quem cria os perfis;

  • quem coleta imagens;

  • quem faz as ameaças;

  • quem recebe os pagamentos via PIX ou contas de terceiros.

A prática não é nova, mas o uso de identidades reais de autoridades aumentou a sofisticação do golpe.

Como se proteger

Algumas medidas reduzem bastante o risco:

  • evitar envio de fotos íntimas para desconhecidos;

  • desconfiar de perfis recém-criados;

  • nunca fazer pagamentos sob pressão;

  • verificar diretamente canais oficiais da polícia;

  • bloquear contatos suspeitos;

  • guardar prints e registrar boletim de ocorrência.

Delegados reais não pedem PIX para arquivar investigações nem resolvem acusações criminais por WhatsApp.

O que fazer se cair no golpe

Se a pessoa já enviou dinheiro ou imagens:

  • interrompa o contato imediatamente;

  • salve provas;

  • registre ocorrência;

  • avise o banco rapidamente para tentar bloquear transferências;

  • denuncie os perfis nas plataformas usadas.

No Brasil, crimes desse tipo costumam ser investigados por delegacias especializadas em crimes cibernéticos e extorsão.

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