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APÓS FALHAR NO IRÃ, TRUMP TENTA MUDAR RUMOS DE CUBA
Por JOAO BISPO
Publicado em 21/05/2026 09:03
Notícia

Após o desgaste provocado pela crise no Irã, o presidente dos EUA, Donald Trump passou a concentrar pressão política e econômica sobre Cuba, numa tentativa de reposicionar sua política externa e demonstrar força no chamado “quintal” americano.

O que aconteceu no Irã?

 

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O governo Trump apostou numa estratégia agressiva contra o Irã, incluindo sanções ampliadas, operações militares e um bloqueio naval no Golfo Pérsico. A Casa Branca dizia que pretendia enfraquecer o regime iraniano e forçar negociações.

Mas analistas afirmam que os resultados ficaram abaixo do esperado:

  • o conflito gerou críticas internas;

  • aumentou o risco de escalada militar;

  • trouxe custos econômicos e diplomáticos;

  • e não produziu uma mudança política clara em Teerã. (Diante disso, Trump começou a endurecer ainda mais o discurso contra Cuba.

Por que Cuba virou alvo?

 

Segundo reportagens e documentos do governo americano, a Casa Branca vê Cuba como um regime fragilizado economicamente e mais vulnerável à pressão externa. 

A estratégia inclui:

  • bloqueio indireto ao petróleo enviado para a ilha;

  • novas sanções econômicas;

  • pressão diplomática;

  • apoio à oposição cubana;

  • e ameaças de medidas mais duras caso Havana não aceite reformas políticas. 

Trump chegou a declarar que “Cuba é a próxima” após a operação contra o Irã, frase que causou reação forte entre democratas americanos e governos latino-americanos. 

O papel de Marco Rubio

O secretário de Estado Marco Rubio se tornou peça central nessa política. Filho de cubanos, Rubio defende há anos uma linha dura contra Havana.

Nesta semana, ele publicou uma mensagem em espanhol prometendo uma “nova relação” com o povo cubano, enquanto acusava o governo da ilha de repressão e corrupção. 

Ao mesmo tempo, os EUA anunciaram novas acusações contra Raúl Castro e ampliaram a pressão sobre militares ligados ao governo cubano. 

Há risco de conflito?

Por enquanto, Trump afirma que não pretende uma escalada militar direta, mas o clima é de forte tensão. 

Nos EUA, senadores democratas tentam limitar legalmente qualquer ação militar contra Cuba sem autorização do Congresso. Eles argumentam que a Casa Branca estaria repetindo a lógica usada no Irã.

Além disso, serviços de inteligência americanos dizem monitorar cooperação militar entre Cuba, Rússia e Irã — incluindo drones e acordos estratégicos. 

O que Trump busca com essa mudança?

Analistas internacionais apontam três objetivos principais:

  1. recuperar protagonismo político após as críticas pela crise iraniana;

  2. agradar a setores conservadores e ao eleitorado cubano-americano da Flórida;

  3. pressionar Cuba por mudanças políticas sem entrar numa guerra aberta. 

A situação ainda está evoluindo, mas a tendência é que Cuba continue no centro da política externa americana nos próximos meses.

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