A influenciadora e advogada Deolane Bezerra voltou ao centro de uma grande investigação criminal após o promotor Lincoln Gakiya afirmar que ela movimentou cerca de R$ 140 milhões em apenas dois anos sem comprovação clara da origem dos recursos.
O que está sendo investigado
Segundo o Ministério Público de São Paulo, a suspeita é de:
A investigação aponta que valores circulavam por diversas contas bancárias, imóveis e empresas, dificultando o rastreamento da origem do dinheiro.
De acordo com Gakiya:
“Ela não tem um contrato sequer que dê lastro para essa movimentação.”
Como o caso começou
As apurações teriam começado em 2019, após a apreensão de bilhetes e celulares na Penitenciária 2 de Presidente Venceslau, no interior paulista. A partir daí, investigadores passaram a mapear operadores financeiros ligados à facção criminosa.
O nome de Deolane surgiu posteriormente em análises de:
O que chamou atenção dos investigadores
Entre os pontos destacados:
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movimentação pulverizada em múltiplas contas;
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compra de imóveis e carros de luxo;
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transferências consideradas “sem lastro econômico”;
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suposto uso de “laranjas” e empresas no interior paulista.
Uma das linhas investigativas também cita transferências envolvendo artistas e influenciadores digitais, além de empresas do setor de entretenimento e apostas.
Prisão e bloqueios
Na operação recente:
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Deolane foi presa preventivamente;
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autoridades bloquearam mais de R$ 327 milhões;
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houve apreensão de veículos de luxo e imóveis.
Além dela, familiares de líderes do PCC e outros investigados também foram alvo de mandados. Qual é a defesa de Deolane
A influenciadora nega envolvimento com crimes e afirma ser alvo de perseguição. Em manifestações públicas anteriores, alegou que:
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as movimentações têm origem legal;
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parte dos valores veio de publicidade, advocacia e negócios;
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algumas transferências eram relacionadas à venda de veículos e contratos comerciais.
Até o momento, não há condenação definitiva contra ela. O caso segue em investigação e o Ministério Público afirma que deve apresentar denúncia formal nos próximos dias.