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EUA SE PREOCUPAM COM PCC NO TRÁFICO DE FENTANIL
Por Susi Hellen Spindola
Publicado em 14/03/2026 08:10
Notícia

Autoridades dos Estados Unidos passaram a demonstrar preocupação com a atuação do Primeiro Comando da Capital (PCC) no tráfico internacional de drogas — especialmente com a possibilidade de a facção brasileira entrar no mercado de fentanil, a droga sintética responsável por uma crise de overdose no país.

 Por que os EUA estão preocupados

Segundo investigações e reuniões entre autoridades americanas e promotores brasileiros:

  • Os EUA detectaram crescimento do número de integrantes do PCC em seu território.

  • Há suspeitas de lavagem de dinheiro e operações da facção em estados como a Flórida.

  • A organização pode estar tentando entrar no mercado de fentanil, que hoje é dominado principalmente por cartéis mexicanos.

O fentanil é uma droga sintética extremamente potente — dezenas de vezes mais forte que a heroína — e está ligada a dezenas de milhares de mortes por overdose por ano nos EUA, o que faz o governo americano tratar o tráfico dessa substância como prioridade de segurança nacional.

Expansão internacional do PCC

O PCC, que surgiu em São Paulo em 1993, hoje atua em vários países e tem dezenas de milhares de membros e associados. Suas atividades incluem:

  • tráfico internacional de drogas (principalmente cocaína)

  • lavagem de dinheiro

  • tráfico de armas

  • parcerias com organizações criminosas estrangeiras.

Essa expansão internacional levou autoridades americanas a monitorarem a facção como organização criminosa transnacional.

⚖️ Debate: classificar o PCC como “organização terrorista”

Nos EUA também existe discussão sobre classificar o PCC e outras facções brasileiras como organizações terroristas estrangeiras.

Se isso acontecer, poderia resultar em:

  • congelamento de ativos financeiros ligados à facção

  • sanções contra empresas ou pessoas que façam negócios com o grupo

  • maior cooperação internacional contra a organização.

 

Especialistas, porém, dizem que essa classificação pode causar tensão diplomática com o Brasil e efeitos econômicos mais amplos.

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