O ex-presidente Jair Bolsonaro reafirmou que o PL deve lançar um candidato próprio à presidência do Senado em 2027, em vez de apoiar a reeleição de Davi Alcolumbre (União Brasil-AP). A informação foi divulgada pela CNN Brasil nesta quinta-feira (29), com base em relatos de conversas de Bolsonaro com familiares.
A disputa envolve o controle político do Senado, que tem poder para decidir sobre projetos de lei, sabatinar autoridades e analisar pedidos de impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).
O PL trabalha com o nome do senador Rogério Marinho (PL-RN) como possível candidato. Entretanto, a eleição interna está prevista para fevereiro de 2027, e a vitória dependerá da articulação de votos entre os senadores.
Outro ponto central é a anistia aos envolvidos nos atos de 8 de janeiro de 2023. Bolsonaro quer que o partido priorize a proposta no início da próxima legislatura. Alcolumbre, por sua vez, tem sinalizado abertura para discutir o tema, numa tentativa de atrair apoio de setores da direita.
Por que isso importa? A disputa mostra que, além do embate entre governo e oposição, existe uma competição entre partidos e lideranças pelo comando do Congresso. Quem presidir o Senado terá influência sobre a agenda de votações e sobre quais propostas avançarão na Casa.