Após a vitória de Lula nas eleições de 2026, publicações nas redes sociais passaram a incentivar empresários a demitir funcionários que apoiaram o PT. A campanha também inclui listas de estabelecimentos comerciais supostamente ligados a eleitores petistas, com pedidos de boicote.
Segundo notícias publicadas em 27 e 28 de outubro, parlamentares e pessoas que se apresentam como empresários participaram da divulgação dessas mensagens. O movimento gerou preocupação com perseguição política e discriminação no ambiente de trabalho.
O Ministério Público do Trabalho (MPT) informou ter recebido milhares de denúncias de assédio eleitoral em 2026. Mais de 500 denúncias foram registradas no período posterior ao segundo turno, envolvendo diferentes formas de pressão e retaliação política — não apenas demissões efetivamente realizadas.
⚖️ Demitir alguém por ser petista é permitido?
A demissão motivada por discriminação política pode ser ilegal no Brasil. A Constituição protege a liberdade de convicção, e a Lei nº 9.029/1995 proíbe práticas discriminatórias nas relações de trabalho.
Se a discriminação for comprovada, o trabalhador poderá buscar na Justiça a reintegração ao emprego ou uma indenização, conforme as condições legais.
Como denunciar?
Quem sofrer ou presenciar ameaças, perseguição ou demissão por motivação política pode:
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Guardar prints, mensagens, e-mails e gravações.
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Anotar datas e identificar possíveis testemunhas.
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Denunciar ao Ministério Público do Trabalho pelo site oficial: https://mpt.mp.br/
O ponto principal: ninguém deve perder o emprego por votar em Lula, Flávio Bolsonaro ou qualquer outro candidato. A liberdade política vale para todos, independentemente de ideologia.