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SISTEMA CANTAREIRA: DEPOIS DE 1 ANO E 4 MESES, VOLUME DE ÁGUA DO CANTAREIRA PASSA DOS 50%
Sistema Cantareira: depois de 1 ano e 4 meses, volume de água do reservatório passa dos 50%
Por JOAO BISPO
Publicado em 31/10/2026 06:20
Notícia

Depois de aproximadamente um ano e quatro meses abaixo da marca de 50%, o Sistema Cantareira voltou a ultrapassar esse patamar, trazendo uma perspectiva mais positiva para o abastecimento de água na Grande São Paulo.

Nesta sexta-feira (30/10/2026), o principal sistema de abastecimento da região metropolitana registrou aproximadamente 50,7% de seu volume útil, segundo os dados oficiais de monitoramento.

 

 

O que provocou a recuperação?

O principal fator foi o aumento das chuvas nos últimos meses, especialmente em setembro e outubro.

As precipitações ajudaram a recuperar os níveis das represas, que vinham enfrentando uma situação preocupante. No final de agosto, por exemplo, o Cantareira estava com apenas 32,99% de seu volume útil.

Em setembro, o índice chegou a 41,1%. Já em outubro, avançou para mais de 50%.

 

 

Por que essa notícia é importante?

O Sistema Cantareira é um dos principais responsáveis pelo abastecimento de água da Região Metropolitana de São Paulo, atendendo milhões de pessoas.

Ele é formado por cinco reservatórios interligados:

  • Jaguari;

  • Jacareí;

  • Cachoeira;

  • Atibainha;

  • Paiva Castro.

A recuperação representa uma melhora importante na segurança hídrica, principalmente depois das preocupações provocadas pelos baixos níveis registrados no início de 2026.

Ainda existe risco de falta de água?

Apesar da recuperação, a situação exige atenção.

O Cantareira permanece na chamada Faixa 2 – Atenção, que corresponde a volumes entre 40% e 60% da capacidade útil.

Isso significa que o sistema ainda não voltou à condição considerada normal, que começa a partir de 60%. Para novembro, a operação continuará seguindo as regras dessa faixa, com limite de retirada de até 31 metros cúbicos de água por segundo para abastecimento público.

 

 

O que esperar dos próximos meses?

A continuidade da recuperação dependerá principalmente do comportamento das chuvas durante a estação chuvosa. Se as precipitações continuarem favorecendo a entrada de água nos reservatórios, os níveis poderão avançar ainda mais.

A notícia é positiva para milhões de moradores de São Paulo, mas também serve como alerta: a recuperação dos reservatórios não significa que o problema hídrico esteja definitivamente resolvido. O uso consciente da água e o acompanhamento dos níveis continuam sendo fundamentais.

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