O aumento do ICMS sobre combustíveis é uma decisão que envolve os governos estaduais, e não uma decisão direta do presidente Lula.
O ICMS é um imposto estadual, mas suas alíquotas sobre combustíveis são definidas de forma coordenada pelo Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), que reúne representantes das secretarias estaduais de Fazenda.
Isso significa que o governo federal não pode simplesmente impedir os estados de aumentar o imposto.
O impacto chega diretamente ao consumidor: quando o ICMS aumenta, o custo tributário por litro de combustível também sobe, podendo pressionar os preços nas bombas.
1. O que Lula propôs?
Em março de 2026, diante da alta internacional do petróleo provocada pela guerra no Oriente Médio, Lula pediu aos governadores que reduzissem temporariamente o ICMS sobre o diesel.
A proposta do governo federal era:
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Zerar os impostos federais PIS/Cofins sobre o diesel.
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Pedir aos estados a suspensão temporária do ICMS.
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A União se comprometeria a compensar 50% das perdas de arrecadação dos estados.
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Evitar que a alta internacional do petróleo chegasse integralmente ao consumidor brasileiro.
2. Como os governadores reagiram?
Em 17 de março, o Comitê Nacional de Secretários de Fazenda (Comsefaz) divulgou uma posição contrária à redução naquele momento.
Os principais argumentos foram:
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A redução do imposto não garante que os postos diminuam os preços.
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Os estados perderiam arrecadação.
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Menos recursos poderiam comprometer investimentos em saúde, educação e segurança pública.
Os governadores pediram mais discussões sobre a proposta.
3. O que isso significa para o brasileiro?
O consumidor pode sentir o impacto no preço do diesel, que influencia diretamente:
Quando o diesel fica mais caro, outros produtos também podem sofrer pressão de preços.
4. Afinal, quem está certo nessa discussão?
Existe um conflito entre dois interesses:
Governo Lula: tenta reduzir o impacto da crise internacional sobre os combustíveis e evitar que o aumento chegue ao bolso da população.
Governos estaduais: argumentam que reduzir o ICMS significa abrir mão de receitas importantes para financiar serviços públicos e que não existe garantia de repasse integral da redução ao consumidor.
O ponto principal: Lula pediu que os governadores ajudassem a evitar o aumento dos combustíveis, oferecendo compensação de metade da perda de arrecadação. Os estados, porém, resistiram à proposta.