Ouvir rádio

Pausar rádio

Offline
GOVERNADORES AUMENTAM O ICMS SOBRE COMBUSTÍVEIS, E LULA TENTA EVITAR NOVO AUMENTO
Por JOAO BISPO
Publicado em 31/10/2026 06:00
Notícia
 

 

 

O aumento do ICMS sobre combustíveis é uma decisão que envolve os governos estaduais, e não uma decisão direta do presidente Lula.

O ICMS é um imposto estadual, mas suas alíquotas sobre combustíveis são definidas de forma coordenada pelo Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), que reúne representantes das secretarias estaduais de Fazenda.

Isso significa que o governo federal não pode simplesmente impedir os estados de aumentar o imposto.

O impacto chega diretamente ao consumidor: quando o ICMS aumenta, o custo tributário por litro de combustível também sobe, podendo pressionar os preços nas bombas.

1. O que Lula propôs?

Em março de 2026, diante da alta internacional do petróleo provocada pela guerra no Oriente Médio, Lula pediu aos governadores que reduzissem temporariamente o ICMS sobre o diesel.

A proposta do governo federal era:

  • Zerar os impostos federais PIS/Cofins sobre o diesel.

  • Pedir aos estados a suspensão temporária do ICMS.

  • A União se comprometeria a compensar 50% das perdas de arrecadação dos estados.

  • Evitar que a alta internacional do petróleo chegasse integralmente ao consumidor brasileiro.

     
    Radioagência Nacional+2

     

2. Como os governadores reagiram?

 

Em 17 de março, o Comitê Nacional de Secretários de Fazenda (Comsefaz) divulgou uma posição contrária à redução naquele momento.

Os principais argumentos foram:

  • A redução do imposto não garante que os postos diminuam os preços.

  • Os estados perderiam arrecadação.

  • Menos recursos poderiam comprometer investimentos em saúde, educação e segurança pública.

Os governadores pediram mais discussões sobre a proposta.

 

 

3. O que isso significa para o brasileiro?

O consumidor pode sentir o impacto no preço do diesel, que influencia diretamente:

  • Transporte de alimentos.

  • Frete de mercadorias.

  • Passagens e transporte de cargas.

  • Custos de produção e distribuição.

Quando o diesel fica mais caro, outros produtos também podem sofrer pressão de preços.

4. Afinal, quem está certo nessa discussão?

Existe um conflito entre dois interesses:

Governo Lula: tenta reduzir o impacto da crise internacional sobre os combustíveis e evitar que o aumento chegue ao bolso da população.

Governos estaduais: argumentam que reduzir o ICMS significa abrir mão de receitas importantes para financiar serviços públicos e que não existe garantia de repasse integral da redução ao consumidor.

O ponto principal: Lula pediu que os governadores ajudassem a evitar o aumento dos combustíveis, oferecendo compensação de metade da perda de arrecadação. Os estados, porém, resistiram à proposta.

 

Comentários