Em outubro de 2026, o SUS começou a oferecer nove novos medicamentos de alta tecnologia para tratar diferentes tipos de câncer. A medida faz parte de uma ampliação da assistência oncológica pública no Brasil e prevê a inclusão de 23 novos medicamentos até o fim de 2026, segundo o Ministério da Saúde.
A novidade é importante porque alguns desses tratamentos são caros na rede privada e podem aumentar a sobrevida e melhorar a qualidade de vida dos pacientes.
Quais tipos de câncer são contemplados?
Segundo o Ministério da Saúde, os nove medicamentos anunciados em 20 de outubro de 2026 contemplam 13 indicações de tratamento.
-
Câncer de mama: abemaciclibe.
-
Câncer de próstata: abiraterona.
-
Câncer de pulmão: gefitinibe.
-
Câncer de rim: pazopanibe e sunitinibe.
-
Câncer de estômago: trastuzumabe.
-
Leucemia linfocítica crônica e linfomas: rituximabe.
-
Câncer de tireoide: alfatirotropina (TSH recombinante).
-
Tumores neuroendócrinos: acetato de lanreotida.
-
Tumores gastrointestinais específicos (GIST): sunitinibe.
Os medicamentos serão gratuitos?
Sim. Os tratamentos contemplados pela nova oferta são disponibilizados pelo SUS sem cobrança ao paciente, conforme os critérios clínicos de cada indicação. A implantação começou em 20 centros especializados, distribuídos por 17 estados, com previsão de expansão para os demais centros até dezembro de 2026.
É importante esclarecer que nem todo paciente com determinado tipo de câncer poderá receber qualquer um desses medicamentos. A indicação depende, entre outros fatores, do estágio da doença, das características do tumor e do histórico de tratamento.
Para verificar o acesso, o paciente ou familiar deve conversar com a equipe de oncologia responsável pelo atendimento.