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VACINAÇÃO É PROTEÇÃO PARA O CORAÇÃO: NOVO PILAR DA PRESERVAÇÃO CARDIOVASCULAR
Por JOAO BISPO
Publicado em 26/10/2026 08:24
Saúde

Vacinação é proteção para o coração: entenda por que ela virou um pilar da prevenção cardiovascular

A vacinação está ganhando destaque como uma aliada importante na prevenção de doenças cardiovasculares. Uma declaração de consenso publicada em 2025 pela Sociedade Europeia de Cardiologia (ESC) propôs que a imunização seja considerada um dos pilares da prevenção cardiovascular, ao lado do controle dos fatores de risco, dos hábitos saudáveis e dos tratamentos médicos. Em 2026, o Colégio Americano de Cardiologia também publicou orientações sobre a integração das vacinas ao cuidado de adultos com doenças cardíacas. 

Como uma infecção pode prejudicar o coração?

Quando o organismo enfrenta uma infecção, o sistema imunológico desencadeia uma resposta inflamatória. Em determinadas circunstâncias, essa reação pode favorecer a formação de coágulos, afetar os vasos sanguíneos e desestabilizar placas de gordura nas artérias.

Isso ajuda a explicar por que infecções como gripe e COVID-19 estão associadas a um aumento temporário do risco de infarto e acidente vascular cerebral (AVC), especialmente nas semanas seguintes à doença. Infecções também podem agravar quadros de insuficiência cardíaca e outras condições cardiovasculares. 

Quais vacinas podem ajudar a proteger a saúde cardiovascular?

Vacina contra a gripe: é uma das que apresentam evidências mais consistentes de benefício cardiovascular, sobretudo em pessoas com doença cardíaca. Estudos indicam redução de eventos cardiovasculares graves em grupos vacinados.

Vacina contra a COVID-19: ajuda a reduzir o risco de doença grave e suas complicações, incluindo problemas cardiovasculares associados à infecção.

Vacinas contra pneumococo e vírus sincicial respiratório (VSR): podem reduzir infecções respiratórias e complicações que levam à hospitalização, especialmente em pessoas mais vulneráveis.

Vacina contra herpes-zóster: estudos observacionais sugerem possíveis benefícios cardiovasculares, embora a evidência direta ainda seja mais limitada do que a disponível para a vacinação contra a gripe. 

Quem deve prestar mais atenção?

Pessoas com histórico de infarto, insuficiência cardíaca, doença arterial coronariana, hipertensão ou diabetes devem conversar com um profissional de saúde sobre as vacinas indicadas para sua idade, condições clínicas e histórico de imunização.

A vacinação também merece atenção especial entre idosos e pessoas com doenças crônicas, porque esses grupos podem apresentar maior risco de complicações após infecções.

Vacinação substitui alimentação saudável e exercícios?

Não. A proposta é complementar a prevenção tradicional, e não substituí-la. Controlar a pressão arterial, manter níveis adequados de colesterol e glicemia, evitar o tabagismo, praticar atividade física e seguir o tratamento prescrito continuam sendo medidas fundamentais.

A escolha das vacinas e o calendário de aplicação devem seguir as recomendações brasileiras e considerar as condições individuais de cada pessoa.

O que essa descoberta representa para a saúde pública?

Reconhecer a vacinação como parte da prevenção cardiovascular pode ampliar as oportunidades de cuidado. Consultas cardiológicas e atendimentos de rotina podem servir para verificar a carteira de vacinação e identificar doses pendentes.

A principal mensagem é que prevenir infecções também pode ajudar a prevenir complicações do coração. A vacinação não elimina o risco de infarto ou AVC, mas, quando indicada, pode contribuir para reduzir complicações e proteger especialmente quem já apresenta maior risco cardiovascular.

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