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TAXA DE AVC EM ADULTOS JOVENS SOBRE 83% NOS EUA
Por JOAO BISPO
Publicado em 26/10/2026 08:22
Saúde
 

 

AVC: Sintomas, fatores de risco e complicações - Avantefisio
 
 
 

Um estudo publicado em setembro de 2026 na revista científica Neurology revelou um aumento preocupante na incidência de Acidente Vascular Cerebral (AVC) entre adultos de 20 a 54 anos nos Estados Unidos. A taxa passou de 33,9 para 62,2 casos por 100 mil pessoas-ano entre 1993–1994 e 2020, uma elevação de aproximadamente 83%.

 

 

A descoberta chama a atenção porque o AVC costuma ser associado ao envelhecimento, mas os dados mostram que pessoas mais jovens também estão sendo afetadas. O estudo foi conduzido em uma região que abrange cinco condados da área metropolitana de Cincinnati e do norte do Kentucky — portanto, os resultados não representam diretamente todo o território americano.

O que os pesquisadores descobriram?

A pesquisa identificou 2.076 primeiros episódios de AVC entre adultos de 20 a 54 anos nos períodos analisados. O aumento foi impulsionado principalmente pelo AVC isquêmico, que ocorre quando um coágulo ou outra obstrução impede a chegada adequada de sangue a uma parte do cérebro.

 

 

A evolução dos casos

1993–1994

33,9

 

2020

62,2

 

Casos por 100 mil pessoas-ano. A comparação abrange quase três décadas e não representa a taxa atual de 2026.

 

 

O estudo também identificou uma mudança importante: entre adultos mais velhos, a incidência de AVC diminuiu no mesmo período analisado. Isso evidencia que a evolução da doença não foi igual em todas as faixas etárias.

 

 

Por que os casos de AVC estão aumentando entre os jovens?

Os pesquisadores observaram que alguns fatores de risco se tornaram mais frequentes entre os adultos jovens que sofreram AVC.

  • Pressão alta: danifica os vasos sanguíneos e é um dos principais fatores de risco para AVC.

  • Diabetes: pode comprometer a saúde dos vasos e favorecer doenças cardiovasculares.

  • Fibrilação atrial: uma alteração do ritmo cardíaco que pode favorecer a formação de coágulos.

  • Uso de substâncias: o estudo observou aumento desse registro entre os pacientes, incluindo uso de cannabis.

A proporção de pacientes jovens com registro de uso de substâncias passou de 4,6% em 1993–1994 para 40,2% em 2020. Isso não significa, porém, que todas essas pessoas tiveram AVC por causa dessas substâncias, nem que o estudo tenha comprovado uma relação causal direta. Os próprios pesquisadores destacaram limitações na identificação das causas do aumento.

 

 

Outros fatores conhecidos que merecem atenção incluem tabagismo, colesterol elevado, sedentarismo, obesidade e determinadas condições hereditárias.

Quais são os sinais de AVC?

SINTOMAS E SINAIS DE ALERTA DO AVC | AÇÃO AVC
 
 
 

O AVC pode acontecer de forma súbita, inclusive em pessoas jovens e aparentemente saudáveis. Os principais sinais de alerta são:

  • Rosto torto: um lado da face fica caído ao sorrir.

  • Fraqueza em um braço ou perna: principalmente de um lado do corpo.

  • Dificuldade para falar: fala enrolada, confusão ou dificuldade para compreender.

  • Alterações repentinas da visão, equilíbrio ou coordenação.

  • Dor de cabeça súbita e muito intensa, especialmente quando acompanhada de outros sintomas neurológicos.

Se algum desses sinais aparecer, ligue imediatamente para o SAMU (192). Não espere para ver se melhora, não dirija até o hospital e não ofereça medicamentos por conta própria. Mesmo que os sintomas desapareçam, pode ter ocorrido um ataque isquêmico transitório, que também exige avaliação urgente.

Como reduzir o risco, mesmo sendo jovem?

A prevenção começa antes do aparecimento de qualquer sintoma. Medir a pressão arterial regularmente, controlar o diabetes e o colesterol, não fumar, praticar atividade física e manter uma alimentação equilibrada são medidas importantes.

Também é fundamental investigar palpitações recorrentes e outros sintomas cardiovasculares, além de utilizar medicamentos apenas conforme orientação profissional.

O principal alerta do estudo: ter menos de 55 anos não elimina o risco de AVC. A pesquisa mostra uma tendência preocupante em uma região dos Estados Unidos e reforça a importância de reconhecer precocemente os fatores de risco. Ela não permite concluir, isoladamente, que o mesmo aumento ocorreu na mesma proporção no Brasil.

 

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