O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a quebra dos sigilos bancário, fiscal e cambial do advogado e empresário Willer Tomaz, amigo do senador Flávio Bolsonaro (PL). A decisão também prevê o bloqueio de bens de até R$ 6 bilhões e a suspensão das atividades das empresas ligadas ao advogado.
Por que ele está sendo investigado?
A Polícia Federal apura suspeitas de lavagem de dinheiro e evasão de divisas em operações envolvendo empresas ligadas a Willer Tomaz e plataformas de apostas on-line.
Segundo informações divulgadas pela imprensa, investigadores encontraram documentos que indicariam que Flávio Bolsonaro teria sido cadastrado como “usuário master” de uma conta bancária vinculada à empresa Alcazar Holdings, sediada em Portugal. Esse perfil poderia permitir acesso e gerenciamento da conta.
A investigação procura esclarecer se existia uma relação financeira ou societária entre o senador e o advogado, além da amizade que ambos reconhecem.
Quais medidas foram determinadas?
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Quebra de sigilos: acesso a informações bancárias, fiscais e cambiais do advogado e de empresas relacionadas.
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Bloqueio de bens: indisponibilidade de patrimônio de até R$ 6 bilhões.
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Cancelamento de passaportes: incluindo o passaporte diplomático do advogado.
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Suspensão das atividades empresariais: medida que alcança as empresas ligadas a ele.
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Envio de informações bancárias: as instituições foram notificadas para fornecer os dados determinados pela Justiça.
O que dizem Flávio Bolsonaro e a defesa?
Flávio afirma que sua relação com Willer é de amizade e nega ter negócios em comum com o advogado. A defesa de Willer também contesta as suspeitas e considera as medidas desproporcionais, negando que o senador tenha movimentado recursos nas contas investigadas.
O que acontece agora?
A Polícia Federal deverá analisar os documentos financeiros e empresariais para esclarecer a origem dos recursos, identificar possíveis beneficiários e verificar se houve irregularidades.