A Justiça negou o pedido para que Marcola, apontado como principal líder do Primeiro Comando da Capital (PCC), compareça presencialmente a um julgamento pelo assassinato de um policial militar.
A decisão considera os riscos à segurança pública e a possibilidade de fuga durante o deslocamento ou a permanência do detento no tribunal. A presença de um preso considerado de alta periculosidade exige uma estrutura especial de segurança, sobretudo em casos envolvendo organizações criminosas.
Qual é o caso?
Marcola é acusado de ser o mandante do assassinato do policial militar Nelson Pinto, de 44 anos, e da tentativa de homicídio contra outro PM, Marcelo Henrique dos Santos Moraes, em maio de 2006, em Jundiaí, durante os ataques atribuídos ao PCC. O julgamento está marcado para 11, 12 e 13 de maio de 2027, no Fórum Criminal da Barra Funda, em São Paulo.
A defesa criticou a decisão e anunciou que pretende recorrer, argumentando que a participação por videoconferência deve ser excepcional e devidamente justificada.
Em resumo: Marcola não foi impedido de participar do julgamento, mas deverá acompanhar as sessões por videoconferência. A Justiça considerou que o deslocamento presencial poderia representar riscos à segurança pública e às equipes envolvidas.