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MALEVOLA CHORA, DIZ TER SIDO "MUITO HUMILHADA" NO EGITO E AFIRMA QUE ELA E AMIGA FORAM PRESAS POR SEREM TRANS
Por JOAO BISPO
Publicado em 23/10/2026 06:08
Notícia

A influenciadora brasileira Malévola Alves apareceu chorando nas redes sociais nesta quinta-feira (22) e relatou ter vivido momentos de humilhação durante o período em que ficou presa no Egito. Ela e a amiga Bruna Mercatelli foram detidas na cidade de Alexandria, no dia 20 de outubro, e liberadas no dia seguinte.

 

 

Em um vídeo publicado nas redes sociais, Malévola demonstrou estar emocionalmente abalada e afirmou que não conseguia parar de chorar desde que chegou ao Marrocos, durante o trajeto de volta ao Brasil.

“Fui muito humilhada, muito humilhada”, declarou a influenciadora, ao relatar o que teria enfrentado durante a detenção.

 

 

O que Malévola afirma ter acontecido na prisão?

Segundo o relato da influenciadora, ela teria sido obrigada a ficar nua diante de policiais durante os procedimentos na delegacia. Ela também afirmou que o tratamento recebido mudou depois que os agentes constataram que havia realizado uma cirurgia de redesignação sexual.

Malévola declarou ainda que ela e Bruna teriam sofrido abusos por parte dos policiais. Em suas publicações, afirmou estar enfrentando crises de pânico e ansiedade e disse que procuraria atendimento médico ao retornar ao Brasil.

 

 

A influenciadora também criticou internautas que fizeram piadas sobre o episódio. Para ela, transformar o sofrimento relatado em motivo de deboche demonstra falta de empatia, especialmente diante da gravidade das acusações de violência e discriminação.

É importante destacar que esses relatos foram feitos pelas próprias influenciadoras e que os detalhes das supostas agressões não foram confirmados de forma independente pelas fontes consultadas.

Por que as duas brasileiras foram presas no Egito?

A prisão aconteceu depois que vídeos publicados nas redes sociais chamaram a atenção das autoridades egípcias. Segundo o Ministério do Interior do país, as imagens mostrariam gestos e comportamentos considerados obscenos, além de supostas insinuações sexuais e assédio em locais públicos.

As autoridades afirmaram que as brasileiras teriam gravado e divulgado os vídeos para conseguir mais visualizações. O caso foi encaminhado para investigação pelas autoridades locais.

 

 

Malévola, por sua vez, afirmou que a identidade de gênero das duas teve relação com a abordagem e com o tratamento recebido. Antes mesmo da libertação, ela havia relatado que os policiais perguntaram se ela e Bruna eram mulheres trans.

 

 

Há, portanto, duas versões sobre o episódio: a justificativa formal apresentada pelas autoridades egípcias envolve os vídeos e os supostos comportamentos registrados; já a influenciadora denuncia discriminação e abusos durante a detenção. Não é possível afirmar, com base nas informações disponíveis, que a transfobia tenha sido comprovada como a causa oficial da prisão.

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