Um avião de pequeno porte foi interceptado pela Força Aérea Brasileira (FAB) após sair da Bolívia e voar irregularmente pelo espaço aéreo brasileiro. Na sexta-feira (23), o piloto realizou um pouso forçado em uma área rural próxima a Juara, no norte de Mato Grosso, incendiou a aeronave e fugiu com possíveis ocupantes.
Como aconteceu?
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A interceptação: a FAB mobilizou um caça A-29 Super Tucano e uma aeronave E-99, conhecida como avião-radar, para acompanhar o avião suspeito.
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O voo irregular: segundo a FAB, o Cessna branco voava sem plano de voo e com matrícula não identificada.
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O pouso: o avião aterrissou em uma pista na região da Fazenda Monte Azul, nas proximidades de Juara.
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O incêndio e a fuga: depois de pousar, os ocupantes atearam fogo na aeronave e escaparam antes de serem encontrados pelas equipes de segurança.
Havia drogas no avião?
A principal suspeita é de que a aeronave estivesse sendo utilizada para o transporte de entorpecentes. A operação envolveu a FAB, a Polícia Federal, a Polícia Militar de Mato Grosso e o Grupo Especial de Segurança de Fronteira (Gefron).
Entretanto, até a última atualização das notícias consultadas, não havia confirmação pública de que drogas foram encontradas no avião. A identidade e o número de ocupantes também não tinham sido esclarecidos.
Os suspeitos foram presos?
Não. As equipes realizaram buscas na região, mas nenhum suspeito foi localizado nas primeiras diligências. A ocorrência será investigada para identificar os envolvidos e esclarecer a possível ligação da aeronave com o tráfico internacional de drogas.
Por que o caso chama atenção? Incendiar o avião pode dificultar a identificação da aeronave e a análise de eventuais cargas e documentos. Ainda assim, a destruição não elimina necessariamente as provas: investigadores podem examinar os destroços, registros de voo, dados de radar e outros vestígios.