Dizer “não” não faz de você uma pessoa ruim.
Você sente culpa quando diz não?
Para algumas mulheres, estabelecer limites pode ser extremamente difícil.
Elas aprenderam a agradar, evitar conflitos, cuidar de todos e colocar suas próprias necessidades em segundo plano. Então, quando finalmente dizem “não”, podem sentir culpa, medo de decepcionar ou até receio de perder o afeto de alguém.
Mas existe uma diferença entre ser uma pessoa disponível e estar sempre disponível.
Você pode amar alguém e não concordar com tudo.
Pode ajudar sem assumir todas as responsabilidades.
Pode ouvir sem aceitar desrespeito.
Pode perdoar sem permitir que o mesmo comportamento continue.
E pode dizer não sem precisar apresentar uma longa justificativa.
Em relações marcadas por controle ou manipulação, os limites podem ser constantemente testados. Quando você começa a se posicionar, o outro pode reagir com cobranças, silêncio, culpa ou frases como:
“Você mudou.”
“Depois de tudo que fiz por você?”
“Você só pensa em você.”
“Se me amasse, faria isso.”
Essas reações podem fazer com que você recue e volte a colocar suas necessidades em segundo plano.
Mas estabelecer limites não significa deixar de se importar com o outro.
Significa reconhecer que você também importa.
Limites não são muros para afastar todas as pessoas. São formas de comunicar aquilo que é aceitável ou não para você e de preservar sua integridade dentro das relações.
E aprender a colocá-los pode ser um processo.
Comece percebendo aquilo que você faz contrariando a própria vontade apenas para evitar desagradar alguém.
Pergunte a si mesma:
“Eu estou dizendo sim porque quero ou porque tenho medo de dizer não?”
Essa diferença pode revelar muita coisa.
Você não precisa se abandonar para ser uma pessoa boa.
Dizer “não” não faz de você egoísta.
Às vezes, o seu “não” é justamente a maneira que você encontrou de começar a dizer “sim” para si mesma.
Depois do Silêncio
Uma conversa sobre mulheres, relações e recomeços.
Katia Santos | Psicóloga
CRP 132502/06
@psicologakatiasantos