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ECONOMISTAS REDUZEM PREVISÃO DA SELIAC E ESPERAM MAIS DOIS CORTES NO ANO
Por JOAO BISPO
Publicado em 21/09/2026 09:28
Economia

O mercado financeiro brasileiro revisa suas projeções para a taxa básica de juros, a Selic, em meio às expectativas de desaceleração da inflação e às decisões do Banco Central.

Uma redução da Selic pode afetar diretamente os juros de empréstimos, financiamentos e investimentos, além de influenciar o consumo das famílias e a atividade econômica.

O que mudou nas projeções para a Selic?

Segundo informações divulgadas em 21 de setembro de 2026, economistas consultados pelo Banco Central passaram a projetar a Selic em 13,50% ao ano no fim de 2026. A previsão representa uma redução em relação às estimativas anteriores.

Por que os juros podem continuar caindo?

Entre os fatores considerados pelos economistas estão:

  • Desaceleração da economia: sinais de perda de ritmo em setores sensíveis aos juros podem favorecer novas reduções.

  • Inflação: apesar de uma melhora recente em alguns indicadores, as expectativas para 2026 continuam acima do centro da meta.

  • Cenário internacional: oscilações no preço do petróleo e decisões de outros bancos centrais podem influenciar o câmbio e a inflação brasileira.

  • Política fiscal: as contas públicas e as expectativas para a economia também são acompanhadas pelo Banco Central.

     

Como isso afeta a população?

Caso os cortes previstos se concretizem, os efeitos poderão aparecer gradualmente:

  • Empréstimos e financiamentos: o custo do crédito pode diminuir, embora isso dependa dos bancos e das condições de cada operação.

  • Investimentos: aplicações de renda fixa atreladas à Selic ou ao CDI podem oferecer rendimentos menores com a queda dos juros.

  • Consumo: o crédito mais barato pode estimular compras e investimentos das empresas.

  • Inflação: o Banco Central precisa equilibrar o estímulo à economia com o controle dos preços.

O Banco Central já confirmou os próximos cortes?

Não. O Copom reduziu a Selic para 13,75% em 16 de setembro, mas não estabeleceu um calendário para novas reduções. A trajetória dos juros dependerá da evolução da inflação, da atividade econômica e de outros indicadores. As projeções dos economistas são expectativas, não decisões oficiais

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