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TECNOLOGIA DA USP CONSEGUE REPIGMENTAR PELE COM VITILIGO EM 15 DIAS
Por JOAO BISPO
Publicado em 27/08/2026 07:27
Saúde

Os 15 dias foram observados em camundongos, não em pessoas. A tecnologia ainda não está disponível para tratamento de pacientes.

Como funciona?

Pesquisadores da Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto da USP desenvolveram nanopartículas capazes de levar à pele uma combinação de:

  • RNAs de silenciamento, que diminuem a atividade de moléculas envolvidas na resposta imunológica que destrói os melanócitos;
  • piperina sintética, utilizada para estimular mecanismos relacionados à produção de melanina;
  • nanopartículas, que funcionam como um “veículo” para transportar esses componentes até a pele.

A ideia é atacar o vitiligo por dois caminhos: reduzir o ataque imunológico aos melanócitos e estimular a recuperação da pigmentação.

O que aconteceu nos testes?

Os pesquisadores induziram vitiligo nos camundongos e aplicaram a tecnologia durante 15 dias consecutivos.

Segundo os resultados divulgados pela USP, os animais apresentaram:

menor resposta imunológica contra os melanócitos → recuperação de mecanismos de autorregulação → repigmentação da pele.

⚠️ Mas isso já é uma cura para o vitiligo?

Não.

Esse é o ponto mais importante da notícia.

Os resultados específicos dos testes em animais ainda não foram publicados em um artigo científico com esses dados, e a tecnologia ainda não foi testada em seres humanos. A própria equipe ressalta que uma resposta observada em camundongos pode ser diferente em pessoas.

Portanto, não é correto dizer:

❌ “USP criou uma cura para o vitiligo em 15 dias.”

O mais correto é:

“Tecnologia experimental da USP promoveu repigmentação em camundongos com vitiligo após 15 dias de tratamento.”

E qual é o próximo passo?

O objetivo dos pesquisadores é aperfeiçoar a tecnologia e, posteriormente, avançar para testes em seres humanos. A equipe também possui um pedido de patente relacionado à tecnologia.

 

É uma pesquisa interessante porque, em vez de simplesmente tentar aumentar a produção de melanina, ela procura interromper o mecanismo autoimune que destrói os melanócitos e, ao mesmo tempo, estimular a recuperação da pigmentação.

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