São Paulo confirmou, nesta segunda-feira (24 de agosto de 2026), os dois primeiros casos humanos de Febre do Nilo Ocidental registrados na história do estado. Os casos foram identificados em Ribeirão Preto e São José do Rio Preto, no interior paulista.
⚕️ Quem são os pacientes?
- Mulher de 34 anos, de Ribeirão Preto: havia viajado recentemente para a região amazônica e já se recuperou.
- Adolescente de 18 anos, de São José do Rio Preto: permanece internada sob cuidados médicos.
Os diagnósticos foram confirmados por exames realizados pelo Instituto Adolfo Lutz, e as equipes de vigilância ainda investigam exatamente onde ocorreu a infecção.
Como a doença é transmitida?
A Febre do Nilo Ocidental é causada por um vírus transmitido principalmente pela picada de mosquitos do gênero Culex, conhecidos como pernilongos ou muriçocas.
O ciclo normalmente envolve aves e mosquitos: o mosquito se infecta ao picar uma ave contaminada e depois pode transmitir o vírus para pessoas ou outros animais.
Não é uma doença que normalmente passa de uma pessoa para outra.
Quais são os sintomas?
A maioria das pessoas infectadas não apresenta sintomas. Quando aparecem, podem incluir:
- febre;
- dor de cabeça;
- dores musculares;
- cansaço;
- náusea;
- manchas na pele.
Em uma pequena parcela dos infectados, a doença pode atingir o sistema nervoso e provocar meningite ou encefalite, quadros potencialmente graves.
⚠️ É perigosa?
Pode ser, principalmente quando ocorre comprometimento neurológico. Idosos e pessoas com imunidade reduzida apresentam maior risco de desenvolver formas graves.
O Brasil já registrava casos da doença antes de 2026, mas os registros humanos eram pouco frequentes. Com os dois casos paulistas e dois casos confirmados em Santa Catarina, o país chegou a quatro casos confirmados em 2026. Em Santa Catarina, uma mulher de 77 anos morreu em agosto em decorrência da infecção.
️ Como se proteger?
Não existe atualmente vacina disponível para humanos nem tratamento antiviral específico. A prevenção é principalmente contra picadas de mosquito:
repelente + roupas que cubram a pele + telas nas janelas + eliminação de água parada e criadouros de mosquitos.
Importante: os dois casos de São Paulo não significam que exista transmissão generalizada no estado. As autoridades ainda estão investigando os locais prováveis de infecção e monitorando a circulação do vírus.