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FEBRE DO NILO OCIDENTAL: 2 CASOS EM SP
Por JOAO BISPO
Publicado em 25/08/2026 08:09
Saúde

São Paulo confirmou, nesta segunda-feira (24 de agosto de 2026), os dois primeiros casos humanos de Febre do Nilo Ocidental registrados na história do estado. Os casos foram identificados em Ribeirão Preto e São José do Rio Preto, no interior paulista.

‍⚕️ Quem são os pacientes?

  • Mulher de 34 anos, de Ribeirão Preto: havia viajado recentemente para a região amazônica e já se recuperou.
  • Adolescente de 18 anos, de São José do Rio Preto: permanece internada sob cuidados médicos.

Os diagnósticos foram confirmados por exames realizados pelo Instituto Adolfo Lutz, e as equipes de vigilância ainda investigam exatamente onde ocorreu a infecção.

Como a doença é transmitida?

A Febre do Nilo Ocidental é causada por um vírus transmitido principalmente pela picada de mosquitos do gênero Culex, conhecidos como pernilongos ou muriçocas.

O ciclo normalmente envolve aves e mosquitos: o mosquito se infecta ao picar uma ave contaminada e depois pode transmitir o vírus para pessoas ou outros animais.

Não é uma doença que normalmente passa de uma pessoa para outra.

Quais são os sintomas?

A maioria das pessoas infectadas não apresenta sintomas. Quando aparecem, podem incluir:

  • febre;
  • dor de cabeça;
  • dores musculares;
  • cansaço;
  • náusea;
  • manchas na pele.

Em uma pequena parcela dos infectados, a doença pode atingir o sistema nervoso e provocar meningite ou encefalite, quadros potencialmente graves.

⚠️ É perigosa?

Pode ser, principalmente quando ocorre comprometimento neurológico. Idosos e pessoas com imunidade reduzida apresentam maior risco de desenvolver formas graves.

O Brasil já registrava casos da doença antes de 2026, mas os registros humanos eram pouco frequentes. Com os dois casos paulistas e dois casos confirmados em Santa Catarina, o país chegou a quatro casos confirmados em 2026. Em Santa Catarina, uma mulher de 77 anos morreu em agosto em decorrência da infecção.

️ Como se proteger?

Não existe atualmente vacina disponível para humanos nem tratamento antiviral específico. A prevenção é principalmente contra picadas de mosquito:

repelente + roupas que cubram a pele + telas nas janelas + eliminação de água parada e criadouros de mosquitos.

 

Importante: os dois casos de São Paulo não significam que exista transmissão generalizada no estado. As autoridades ainda estão investigando os locais prováveis de infecção e monitorando a circulação do vírus.

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