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SECRETARIA DA SAÚDE RECOMENDA VACINA CONTRA SARAMPO ATÉ PARA QUEM JÁ FOI IMUNIZADO
Por JOAO BISPO
Publicado em 31/07/2026 16:04
Saúde

O Ministério da Saúde recomendou uma estratégia excepcional de vacinação contra o sarampo para moradores dos municípios de São Paulo, Guarulhos e São Bernardo do Campo. A orientação é que pessoas de 6 meses a 59 anos recebam uma dose da vacina durante a Campanha de Multivacinação, mesmo que já tenham sido vacinadas anteriormente, como forma de conter a circulação do vírus.

Por que a recomendação mudou?

A medida foi adotada após a identificação de uma cadeia de transmissão relacionada à importação do vírus do sarampo nessas três cidades. A região apresenta intenso fluxo de viajantes nacionais e internacionais, o que aumenta o risco de disseminação da doença.

Quem deve se vacinar?

A recomendação vale para:

  • Pessoas de 6 meses a 59 anos residentes em São Paulo, Guarulhos e São Bernardo do Campo.
  • A vacinação será realizada durante a Campanha de Multivacinação, entre 3 de agosto e 1º de setembro.
  • A orientação é receber a dose independentemente do histórico vacinal, como medida temporária para reforçar a proteção coletiva.

Situação do sarampo

Segundo o Ministério da Saúde, o Brasil confirmou 17 casos de sarampo em 2026 até o momento. Desses:

  • 11 casos ocorreram na cidade de São Paulo;
  • 2 casos em São Bernardo do Campo;
  • 1 caso em Guarulhos;
  • Outros casos estão em investigação e acompanhamento epidemiológico.

A vacina é segura?

Sim. A vacina utilizada é a tríplice viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola. Ela faz parte do Calendário Nacional de Vacinação do SUS e é considerada altamente eficaz e segura. Em situações de circulação do vírus, autoridades sanitárias podem recomendar uma dose adicional para ampliar rapidamente a proteção da população exposta.

Por que isso é importante?

 

O sarampo é uma das doenças infecciosas mais contagiosas do mundo e pode provocar complicações graves, como pneumonia, encefalite e até morte, especialmente em crianças pequenas, gestantes e pessoas com baixa imunidade. A vacinação em massa é considerada a principal estratégia para interromper a transmissão e evitar novos surtos. 

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