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EL NIÑO PODE AUMENTAR CASOS DE DENGUE E CHIKUNGUNYA NO BRASIL
Por JOAO BISPO
Publicado em 24/07/2026 11:45
Notícia

O fenômeno El Niño pode favorecer o aumento dos casos de dengue e chikungunya no Brasil ao alterar os padrões de temperatura e chuva em diferentes regiões do país. Essas mudanças climáticas criam condições mais favoráveis para a reprodução do Aedes aegypti, mosquito transmissor das duas doenças.

O El Niño é caracterizado pelo aquecimento anormal das águas superficiais do Oceano Pacífico Equatorial. Esse aquecimento influencia o clima em várias partes do mundo e, no Brasil, costuma provocar temperaturas acima da média, além de alterar o regime de chuvas. Em algumas regiões há períodos mais chuvosos, enquanto outras enfrentam estiagens prolongadas.

Essas condições favorecem o mosquito de diferentes formas:

  • Temperaturas mais altas aceleram o ciclo de vida do Aedes aegypti, fazendo com que ele se reproduza mais rapidamente.
  • O calor também reduz o tempo necessário para que vírus como os da dengue e da chikungunya se desenvolvam dentro do mosquito, aumentando o potencial de transmissão.
  • Após períodos de chuva, recipientes com água parada tornam-se criadouros ideais para as larvas.

Segundo especialistas, o impacto varia conforme a região. Enquanto o Sul pode registrar aumento das chuvas, o Norte e parte do Nordeste podem enfrentar períodos mais secos. Ainda assim, o armazenamento inadequado de água durante estiagens também pode favorecer a proliferação do mosquito quando caixas d'água, tonéis e baldes permanecem destampados.

Como reduzir o risco

As autoridades de saúde reforçam que a prevenção continua sendo a principal forma de combate:

  • Eliminar recipientes que acumulam água parada.
  • Manter caixas d'água e reservatórios bem fechados.
  • Limpar calhas, ralos e quintais regularmente.
  • Utilizar repelentes, telas e roupas que cubram braços e pernas em áreas de maior circulação do mosquito.
  • Procurar atendimento médico diante de sintomas como febre alta, dores intensas no corpo e nas articulações, dor de cabeça, manchas na pele e mal-estar.

 

Embora o El Niño aumente a probabilidade de condições favoráveis à transmissão, ele não determina sozinho a ocorrência de epidemias. Fatores como saneamento básico, controle de criadouros, ações de vigilância em saúde e comportamento da população têm papel decisivo no número de casos registrados. A combinação entre condições climáticas favoráveis e falhas no controle do mosquito é o que mais contribui para surtos de dengue e chikungunya.

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