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MULHERES VÍTIMAS DE VIOLÊNCIA DOMÉSTICA EM SP TÊM DIREITO A AUXÍLIO-ALUGUEL
Por JOAO BISPO
Publicado em 24/07/2026 11:34 • Atualizado 24/07/2026 11:34
Notícia

Em São Paulo, mulheres vítimas de violência doméstica podem ter direito a um auxílio-aluguel, uma política pública criada para permitir que elas deixem o ambiente de violência e reconstruam a vida em segurança. O benefício busca reduzir a dependência financeira do agressor, um dos principais fatores que dificultam o rompimento do ciclo de violência.

Quem pode receber?

No programa estadual, os principais requisitos incluem:

  • Ser vítima de violência doméstica ou familiar.
  • Possuir medida protetiva concedida com base na Lei Maria da Penha.
  • Ter renda familiar anterior à separação de até dois salários mínimos.
  • Estar em situação de vulnerabilidade social e ser acompanhada pela rede de assistência do município.

Qual é o valor?

Atualmente, o programa estadual oferece:

  • R$ 500 por mês;
  • Pagamento por seis meses, com possibilidade de prorrogação por mais seis meses, conforme avaliação do caso.

Já o Município de São Paulo possui um programa próprio de auxílio-aluguel para mulheres em situação de violência doméstica, no valor de R$ 400 mensais, destinado a mulheres em vulnerabilidade social, conforme as regras municipais.

Como solicitar?

A solicitação não é feita diretamente pela internet. Em geral, a mulher deve procurar:

  • Delegacias de Defesa da Mulher (DDM);
  • Centros de Referência de Atendimento à Mulher;
  • CRAS ou CREAS do município;
  • Serviços da assistência social ou da rede de proteção à mulher.

Esses órgãos fazem a avaliação, verificam se os requisitos são atendidos e encaminham o pedido quando cabível.

Objetivo da medida

O auxílio-aluguel foi criado para:

  • Garantir um local seguro para a vítima e seus filhos;
  • Facilitar o afastamento do agressor;
  • Promover autonomia financeira temporária;
  • Reduzir o risco de novas agressões enquanto a mulher reorganiza sua vida.

 

Além do benefício financeiro, as mulheres podem receber atendimento psicológico, orientação jurídica, assistência social e apoio para inserção no mercado de trabalho por meio da rede de enfrentamento à violência contra a mulher. 

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