O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a retirada da tornozeleira eletrônica do ex-prefeito de Belford Roxo (RJ), Márcio Canella (União Brasil), após concluir que não havia mais fundamentos para manter as medidas cautelares impostas anteriormente.
A tornozeleira havia sido determinada quando Canella recebeu liberdade provisória, depois de ser preso em flagrante durante a Operação Unha e Carne, da Polícia Federal. Na ocasião, além do monitoramento eletrônico, ele também teve o porte de arma suspenso, precisou entregar os passaportes e cumprir recolhimento domiciliar noturno e nos fins de semana.
A prisão ocorreu após agentes da PF encontrarem um fuzil em um veículo utilizado pelo ex-prefeito durante o cumprimento de mandados de busca e apreensão relacionados à investigação de um suposto esquema de lavagem de dinheiro envolvendo postos de combustíveis.
Posteriormente, informações encaminhadas ao STF pela Polícia Militar do Rio de Janeiro indicaram que a arma apreendida pertencia ao policial responsável pela escolta de Canella, e não ao ex-prefeito. Com base nesses esclarecimentos, Moraes entendeu que não subsistiam elementos concretos para justificar a manutenção das medidas cautelares, revogando a tornozeleira eletrônica e as demais restrições impostas.
A decisão não encerra a investigação. Márcio Canella continua sendo investigado no âmbito da Operação Unha e Carne, que apura a atuação de uma organização criminosa suspeita de utilizar uma rede de postos de combustíveis para lavar dinheiro e manter conexões com agentes públicos no estado do Rio de Janeiro.