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ANTES DOS DINOSSAUROS: ÂMBAR MAIS ANTIGO DO MUNDO É ACHADO NA CHINA
Antes dos dinossauros: âmbar mais antigo do mundo é achado na China
Por JOAO BISPO
Publicado em 17/07/2026 07:50
Descobertas Científicas

Cientistas anunciaram a descoberta do âmbar mais antigo do mundo na China, uma resina fossilizada com cerca de 230 milhões de anos, datada do Período Triássico. A descoberta é especialmente importante porque antecede o auge dos dinossauros e oferece uma rara janela para os ecossistemas terrestres de uma época em que esses animais ainda estavam começando a se diversificar.

O âmbar é formado quando a resina produzida por árvores endurece e, ao longo de milhões de anos, sofre transformações químicas até se fossilizar. Além de registrar a existência de antigas florestas, ele pode preservar em excelente estado pequenos organismos, fragmentos de plantas, grãos de pólen e outros vestígios da vida pré-histórica.

Até então, os registros mais antigos de âmbar conhecidos eram mais recentes. O novo achado amplia significativamente a história conhecida da produção de resina pelas árvores, indicando que esse mecanismo de defesa vegetal já existia há aproximadamente 230 milhões de anos, durante o Triássico.

Naquela época, a Terra era muito diferente da atual. Os continentes ainda formavam o supercontinente Pangeia, o clima era predominantemente quente e seco em muitas regiões, e os ecossistemas eram dominados por coníferas primitivas, samambaias e outros grupos vegetais. Os primeiros dinossauros conviviam com diversos répteis ancestrais, enquanto mamíferos ainda eram pequenos e pouco numerosos.

Os pesquisadores acreditam que essa descoberta poderá ajudar a entender melhor a evolução das árvores produtoras de resina, além de fornecer pistas sobre o clima e a biodiversidade do Triássico. Caso futuros fragmentos de âmbar desse mesmo período revelem inclusões de insetos, fungos ou outros organismos microscópicos, eles poderão representar alguns dos fósseis mais antigos já preservados nesse tipo de material.

 

O estudo também reforça o valor científico do âmbar como um dos mais extraordinários "arquivos naturais" do planeta. Diferentemente de muitos fósseis, que preservam apenas ossos ou impressões, o âmbar pode encapsular organismos tridimensionalmente, permitindo aos cientistas estudar detalhes anatômicos com um nível de preservação excepcional.

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