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STARTUP CRIA OVO ARTIFICIAL E PROMETE RESSUSCITAR AVE EXTINTA
Por JOAO BISPO
Publicado em 21/05/2026 09:19
Descobertas Científicas

Uma startup de biotecnologia chamou atenção da comunidade científica ao anunciar o desenvolvimento de um “ovo artificial” capaz de ajudar em projetos de ressuscitar aves extintas. A empresa afirma que a tecnologia pode permitir o nascimento de espécies desaparecidas há décadas — e até séculos — usando engenharia genética e células reprogramadas.

Como funciona o “ovo artificial”?

O sistema funciona como uma espécie de incubadora biológica de alta tecnologia. Em vez de depender totalmente de ovos naturais, os pesquisadores criam uma estrutura sintética capaz de:

  • nutrir o embrião;

  • controlar temperatura e oxigenação;

  • monitorar o desenvolvimento celular;

  • e reduzir riscos de rejeição genética.

A ideia é resolver um dos maiores desafios da biologia aviária: manipular embriões de aves, algo muito mais difícil do que em mamíferos. Diferentemente dos mamíferos clonados em laboratório, aves se desenvolvem dentro de ovos complexos e extremamente delicados.

Qual ave pode “voltar”?

A startup trabalha com projetos ligados a aves famosas da chamada “desextinção”, incluindo:

  • o dodô, das Ilhas Maurício;

  • o pombo-passageiro norte-americano;

  • e espécies gigantes de moa da Nova Zelândia.

O processo envolve comparar DNA antigo preservado em fósseis com o DNA de aves modernas aparentadas. Depois, cientistas editam genes usando técnicas como CRISPR para aproximar o genoma atual do genoma da espécie extinta.

Quem está por trás?

Empresas como Colossal Biosciences e outras startups de biotecnologia vêm investindo bilhões de dólares em projetos de “desextinção”. O objetivo declarado é usar essas técnicas tanto para recuperar espécies perdidas quanto para preservar animais ameaçados atualmente.

Os pesquisadores argumentam que a tecnologia pode:

  • salvar espécies em risco;

  • restaurar ecossistemas;

  • melhorar conservação genética;

  • e desenvolver novas ferramentas biomédicas.

A comunidade científica concorda?

Não totalmente. Muitos cientistas veem o tema com cautela.

Críticos apontam problemas importantes:

  • um animal “ressuscitado” talvez nunca seja geneticamente idêntico ao original;

  • ecossistemas atuais podem não suportar a volta dessas espécies;

  • há riscos éticos;

  • e o custo bilionário poderia ser usado na proteção de animais ainda vivos.

Também existe debate sobre até que ponto um animal recriado em laboratório seria realmente a espécie extinta — ou apenas uma versão geneticamente modificada parecida com ela.

Isso já aconteceu antes?

Experimentos semelhantes já ocorreram:

  • em 2003, cientistas clonaram o íbex-dos-Pireneus, espécie extinta;

  • embriões de animais ameaçados já foram produzidos em laboratório;

  • e técnicas de edição genética vêm sendo usadas para aumentar diversidade genética em espécies vulneráveis.

Mas nenhum projeto conseguiu até hoje reestabelecer uma população sustentável de uma espécie extinta.

O que pode acontecer agora?

Os próximos passos devem incluir:

  • testes em aves modernas;

  • validação do ovo artificial;

  • criação de embriões viáveis;

  • e aprovação regulatória para pesquisas mais avançadas.

Se a tecnologia funcionar como prometido, ela pode mudar profundamente áreas como:

  • conservação ambiental;

  • engenharia genética;

  • agricultura;

  • e medicina regenerativa.

Por enquanto, especialistas dizem que ainda estamos longe de ver um dodô vivo andando por aí.

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