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PERIGOS DO EL NIÑO
Por JOAO BISPO
Publicado em 15/07/2026 10:06
Notícia

O El Niño é um fenômeno climático natural provocado pelo aquecimento anormal das águas do Oceano Pacífico Equatorial. Esse aquecimento altera a circulação dos ventos e muda o padrão de chuvas e temperaturas em diversas partes do planeta, incluindo o Brasil. Em 2026, órgãos como o INPE, o INMET e o Cemaden indicam alta probabilidade de um evento forte, com potencial para persistir até 2027.

No Brasil, os principais riscos variam de acordo com a região:

  • Sul: aumento das chuvas, maior risco de enchentes, deslizamentos de terra, temporais e cheias de rios. Eventos semelhantes ocorreram durante o El Niño de 2023–2024.
  • Norte e parte do Nordeste: tendência de seca, redução do nível dos rios, dificuldade no abastecimento de água, aumento das queimadas e impactos sobre a Amazônia.
  • Sudeste e Centro-Oeste: temperaturas acima da média, ondas de calor mais frequentes e chuvas irregulares, o que pode afetar reservatórios e a produção agrícola.

Além dos impactos climáticos, o El Niño pode trazer consequências econômicas importantes. A agricultura é um dos setores mais afetados, com riscos para culturas como café, milho, soja e cana-de-açúcar, dependendo da região. Isso pode reduzir a produção, elevar os preços dos alimentos e pressionar a inflação.

Outro efeito preocupante é o aumento da ocorrência de eventos climáticos extremos, como ondas de calor, incêndios florestais, tempestades intensas e inundações. Especialistas alertam que o aquecimento global pode intensificar esses impactos, tornando os fenômenos mais severos do que no passado.

Por isso, os órgãos de monitoramento recomendam acompanhar os boletins meteorológicos e os alertas da Defesa Civil, especialmente em regiões com histórico de enchentes ou estiagens prolongadas. O monitoramento contínuo é considerado essencial para reduzir os impactos sobre a população, a economia e o meio ambiente. 

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