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TÉTANO SEGUE SENDO UMA AMEAÇA MORTAL
Por JOAO BISPO
Publicado em 25/06/2026 07:55
Saúde

A tétano continua sendo uma doença grave e potencialmente fatal, mesmo sendo considerada por muitos uma enfermidade "de outra época". Graças à vacinação, os casos diminuíram drasticamente nas últimas décadas, mas a doença ainda causa mortes em diversos países, incluindo o Brasil.

O que é o tétano?

O tétano é uma doença infecciosa causada pela bactéria Clostridium tetani, encontrada no solo, poeira, fezes de animais e superfícies contaminadas.

Ao contrário do que muita gente pensa, o problema não é a ferrugem em si. Objetos enferrujados podem estar contaminados porque costumam ficar expostos ao ambiente, facilitando a presença da bactéria.

Como ocorre a infecção?

A bactéria entra no organismo por meio de:

  • Cortes e perfurações na pele;
  • Ferimentos com pregos, espinhos ou farpas;
  • Queimaduras;
  • Feridas contaminadas por terra ou poeira;
  • Mordidas de animais.

Depois de entrar no corpo, ela produz uma toxina que ataca o sistema nervoso.

Quais são os sintomas?

Os sintomas geralmente surgem entre 3 e 21 dias após a infecção:

  • Rigidez muscular;
  • Dificuldade para abrir a boca ("trismo");
  • Espasmos musculares dolorosos;
  • Rigidez no pescoço;
  • Dificuldade para engolir;
  • Contrações intensas que podem afetar todo o corpo.

Nos casos graves, os espasmos podem comprometer a respiração e levar à morte.

Por que ainda é tão perigoso?

O tétano apresenta uma taxa de mortalidade significativa, especialmente entre idosos, pessoas não vacinadas e indivíduos que demoram a procurar atendimento médico.

Mesmo com tratamento em UTI, a doença pode ser fatal porque a toxina produzida pela bactéria já causa danos antes que seja eliminada do organismo.

A vacina é a principal proteção

A prevenção é feita pela vacinação. No Brasil, a vacina contra o tétano faz parte do calendário nacional de imunização.

A proteção exige:

  • Esquema vacinal completo na infância;
  • Reforço a cada 10 anos durante a vida adulta.

Muitas pessoas receberam a vacina quando crianças, mas esquecem os reforços, ficando novamente vulneráveis.

O que fazer após um ferimento?

Se ocorrer um corte profundo ou perfuração:

  1. Lave o local com água e sabão.
  2. Procure atendimento médico se a ferida for extensa ou contaminada.
  3. Verifique sua situação vacinal.
  4. Dependendo do caso, pode ser necessário receber reforço da vacina ou imunoglobulina antitetânica.

Curiosidade

Antes da vacinação em massa, o tétano era uma das principais causas de morte por infecções decorrentes de ferimentos. Hoje ele é muito mais raro, mas continua sendo uma ameaça porque a bactéria permanece amplamente distribuída no ambiente e a imunidade não é permanente sem reforços periódicos.

 

Por isso, especialistas consideram o tétano uma doença antiga que continua atual: rara, porém extremamente perigosa quando a prevenção é negligenciada.

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