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NA BÉLGICA, UM MENINO DE 13 ANOS SE TORNOU PRIMEIRO CASO REGISTRADO DE CURA DE CÂNCER TERMINAL NO CÉREBRO
Por JOAO BISPO
Publicado em 18/06/2026 07:15
Saúde

Uma notícia que trouxe esperança para a medicina e para milhares de famílias ao redor do mundo: o belga Lucas Jemeljanova, de 13 anos, tornou-se o primeiro paciente conhecido a alcançar uma remissão completa e sustentada de um glioma pontino intrínseco difuso (DIPG), um dos tumores cerebrais infantis mais agressivos e letais já registrados.

 

Lucas recebeu o diagnóstico aos seis anos de idade. O DIPG se desenvolve no tronco cerebral, uma região responsável por funções vitais como respiração, frequência cardíaca e sono. Por estar localizado em uma área extremamente delicada, o tumor é considerado praticamente impossível de ser removido cirurgicamente e responde pouco aos tratamentos convencionais. A expectativa média de vida após o diagnóstico costuma variar entre 9 e 12 meses.

 

A virada aconteceu quando Lucas participou do estudo clínico BIOMEDE, realizado na França. Durante o tratamento, ele recebeu o medicamento everolimus, utilizado em outros tipos de câncer. Com o passar dos anos, exames de ressonância magnética mostraram algo considerado extraordinário pelos médicos: o tumor foi diminuindo gradualmente até desaparecer completamente.

 

Segundo o médico Jacques Grill, responsável pelo acompanhamento do caso, não havia sido documentado anteriormente um caso semelhante de cura completa desse tipo de câncer. Pesquisadores acreditam que uma rara característica genética do tumor de Lucas pode ter contribuído para a resposta excepcional ao tratamento.

 

Por que essa descoberta é tão importante?

O DIPG apresenta taxa de mortalidade próxima de 98%.

Durante décadas foi considerado praticamente incurável.

O caso pode ajudar cientistas a desenvolver tratamentos mais eficazes para outras crianças.

Pesquisadores estudam as características genéticas do tumor de Lucas para entender por que ele respondeu tão bem à terapia.

 

Embora os especialistas alertem que ainda não existe uma cura garantida para todos os pacientes com DIPG, o caso representa um dos avanços mais promissores da oncologia pediátrica nos últimos anos e abre novas portas para pesquisas futuras.

 

Uma história que mostra como a ciência, a pesquisa e a perseverança podem transformar aquilo que antes parecia impossível em esperança real.

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