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SAIBA QUAIS VACINAS E TRATAMENTOS CONTRA EBOLA ESTÃO EM DESENVOLVIMENTO
Por JOAO BISPO
Publicado em 10/06/2026 17:00
Saúde

O recente surto de Ebola causado pela variante Bundibugyo na República Democrática do Congo e em Uganda acelerou a busca por novas vacinas e tratamentos. Atualmente, não existe vacina nem tratamento aprovado especificamente para essa variante, embora já existam vacinas eficazes contra outras cepas do Ebola.

Vacinas em desenvolvimento

1. rVSV Bundibugyo

Considerada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) a candidata mais promissora. Ela está sendo desenvolvida pela organização IAVI (International AIDS Vaccine Initiative) e poderá entrar em testes clínicos nos próximos meses.

2. ChAdOx1 Bundibugyo

Desenvolvida pela Universidade de Oxford em parceria com o Serum Institute of India, utiliza tecnologia semelhante à empregada em algumas vacinas contra a Covid-19. Os testes em humanos podem começar mais rapidamente, dependendo dos resultados em animais.

3. Vacina de mRNA da Moderna

A Moderna está desenvolvendo uma vacina baseada em RNA mensageiro (mRNA), tecnologia que ganhou destaque durante a pandemia de Covid-19. Ainda está em fases iniciais de desenvolvimento.

Tratamentos em desenvolvimento

MBP134

Coquetel de anticorpos monoclonais projetado para neutralizar o vírus Ebola. É um dos tratamentos priorizados pela OMS para estudos clínicos.

Maftivimab

Outro anticorpo monoclonal que já demonstrou potencial contra diferentes variantes do Ebola e será avaliado para a cepa Bundibugyo.

Remdesivir

Antiviral conhecido por ter sido utilizado durante a pandemia de Covid-19. Está sendo estudado como possível tratamento para pacientes infectados pela variante Bundibugyo.

Obeldesivir

Medicamento antiviral em comprimidos que pode ser usado após a exposição ao vírus, com o objetivo de impedir o desenvolvimento da doença. Estudos em animais mostraram resultados promissores.

E as vacinas já existentes?

 

A vacina mais conhecida contra o Ebola é a Ervebo, eficaz contra a variante Zaire do vírus. Porém, as evidências indicam que ela pode não oferecer proteção adequada contra a variante Bundibugyo, motivo pelo qual novas vacinas estão sendo desenvolvidas. 

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