Marcello Giovanni, médico e consultor do programa "Quilos Mortais Brasil", comentou sobre a ampla utilização de canetas emagrecedoras no tratamento da obesidade e a forma como esse medicamento foi apresentado no reality show.
Ele esclareceu que "o que as canetas fazem é oferecer aos pacientes dois hormônios. Realizamos o mesmo procedimento na cirurgia bariátrica, porém oferecendo 36 peptídeos diferentes em vez de apenas dois. Portanto, devido ao fato de a obesidade ser uma doença crônica, multifatorial e complexa, é improvável que a solução para esse tipo de problema esteja em um único medicamento."
Dr. Giovanni afirmou que o paciente precisa receber atendimento multidisciplinar para abordar todas as áreas da vida impactadas pela obesidade.
"Em 30 anos lidando com essa doença, vi vários remédios surgirem e eles acabam perdendo a sua função pelo mesmo motivo: porque tentamos converter um problema complexo numa solução simples, que não existe. A cirurgia bariátrica tem um percentual de sucesso em 15% dos pacientes e, mesmo recebendo esses hormônios de maneira contínua para o resto da vida, existem as questões psíquicas que podem levar ao reganho de peso".
Apesar das observações, ele reconheceu que as canetas emagrecedoras mostram um avanço no tratamento para a obesidade. Mas, para ele, precisam ser usadas com consciência — e por um longo período de tempo.
O médico contou que, no reality "Quilos Mortais Brasil", esses medicamentos são usados como uma estratégia de emagrecimento para garantir um maior sucesso na cirurgia bariátrica.