A possibilidade de uma pandemia causada por hantavírus é considerada baixíssima principalmente porque esse vírus tem características muito diferentes das de agentes que conseguem se espalhar globalmente, como o vírus da gripe ou o coronavírus.
Os principais motivos são:
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Transmissão limitada entre humanos
Na grande maioria dos casos, o hantavírus é transmitido pelo contato com urina, fezes ou saliva de roedores infectados. A pessoa geralmente se infecta ao respirar partículas contaminadas em locais fechados, como galpões, celeiros ou casas abandonadas.
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Quase não há transmissão pessoa a pessoa
Diferente da COVID-19, o hantavírus normalmente não passa facilmente de humano para humano. Existem raríssimos registros de transmissão interpessoal, principalmente com uma variante específica na Argentina, mas isso é exceção.
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Os surtos costumam ser localizados
Os casos aparecem em regiões específicas onde há aumento da população de ratos silvestres. Isso dificulta uma disseminação mundial rápida.
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O vírus mata rápido e reduz a cadeia de transmissão
Em muitos casos graves, os sintomas evoluem rapidamente, o que acaba limitando o período em que uma pessoa poderia transmitir o vírus.
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Não se espalha pelo ar de forma eficiente entre pessoas
Pandemias geralmente precisam de transmissão respiratória muito eficiente entre humanos — algo que o hantavírus não possui.
Os sintomas podem incluir:
Mesmo sem grande risco pandêmico, o hantavírus ainda é considerado perigoso porque a taxa de mortalidade pode ser alta em alguns tipos da doença.
A prevenção é focada em:
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evitar contato com roedores silvestres
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limpar ambientes fechados com cuidado
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não varrer fezes secas de ratos (o ideal é umedecer antes)
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usar máscara e luvas em áreas de risco
No Brasil, os casos ocorrem principalmente em áreas rurais e de mata.