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ANVISA AUTORIZA PRODUÇÃO NACIONAL DE VACINA CONTRA CHIKUNGUNYA DESENVOLVIDA PELO INSTITUTO BUTANTÃ
Por JOAO BISPO
Publicado em 05/05/2026 08:56
Saúde

A recente autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para a produção nacional da vacina contra chikungunya marca um avanço importante para a saúde pública brasileira — tanto do ponto de vista científico quanto estratégico.

O que foi autorizado

A Anvisa permitiu que o Instituto Butantan passe a fabricar no Brasil a vacina contra chikungunya, desenvolvida em parceria com a farmacêutica Valneva. 

Antes dessa decisão, o imunizante já era aprovado (desde abril de 2025), mas só podia ser produzido no exterior. Agora, o Butantan foi oficialmente incluído como local de fabricação. 

O que muda na prática

  • A vacina passa a ser formulada e envasada no Brasil, mantendo os mesmos padrões de qualidade e segurança. 

  • Isso representa transferência de tecnologia, fortalecendo a autonomia do país na produção de vacinas. 

  • A produção local deve permitir redução de custos e facilitar o acesso da população. 

  • A vacina pode ser mais facilmente incorporada ao SUS (Sistema Único de Saúde)

Situação atual da vacina

  • É a primeira vacina contra chikungunya do mundo registrada.

  • Indicada principalmente para adultos (em geral entre 18 e 59 anos). 

  • Já começou a ser aplicada em projetos piloto no SUS desde 2026, em áreas com alta incidência da doença. 

  • Estudos clínicos mostraram alta eficácia: cerca de 98,9% dos vacinados desenvolveram anticorpos

Por que isso é importante

A chikungunya é uma doença transmitida pelo mosquito Aedes aegypti e pode causar:

  • febre alta

  • dores intensas nas articulações (podendo durar meses ou anos)

  • impacto significativo na qualidade de vida

O Brasil registra centenas de milhares de casos por ano, o que torna a vacina uma ferramenta estratégica de controle da doença. 


 

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