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CIENTISTAS DA UNIVERSIDADE WATERLOO, NO CANADÁ DESENVOLVEM BACTÉRIA QUE "COME" O TUMOR
Por Susi Hellen Spindola
Publicado em 19/03/2026 07:40
Saúde

Pesquisadores da University of Waterloo, no Canadá, realmente desenvolveram uma tecnologia experimental que parece “ficção científica”: bactérias capazes de atacar tumores por dentro. Mas é importante entender bem o que isso significa — ainda não é uma cura pronta.


Como funciona a bactéria que “come” o câncer

Os cientistas usaram uma bactéria chamada Clostridium sporogenes, que tem uma característica essencial:

  • Ela só sobrevive em ambientes sem oxigênio

E isso é exatamente o que existe dentro de muitos tumores.

O interior de tumores sólidos tem:

  • Pouco ou nenhum oxigênio

  • Muitas células mortas

  • Muitos nutrientes

Ou seja: um ambiente perfeito para essas bactérias crescerem.

Quando entram no tumor:

  • As bactérias liberam esporos

  • Começam a se multiplicar

  • Passam a consumir o tecido tumoral

➡️ Resultado: o tumor é “comido” de dentro para fora.


O que há de novo nessa pesquisa

A ideia de usar bactérias contra o câncer não é totalmente nova, mas havia um problema importante:

  • As bactérias morriam ao chegar nas bordas do tumor (onde há oxigênio)

Os pesquisadores resolveram isso com engenharia genética:

  • Inseriram um gene que aumenta a tolerância ao oxigênio

  • Programaram as bactérias para ativar isso no momento certo

Isso permite que elas sobrevivam mais tempo e destruam melhor o tumor.


⚠️ Ainda não é um tratamento disponível

Apesar de promissor, o método ainda está em fase experimental:

  • Ainda não é usado em pacientes de forma ampla

  • Testes clínicos podem levar anos

  • Existem preocupações de segurança (como controle das bactérias no corpo)

Um dos próprios pesquisadores afirmou que isso será:
“mais uma ferramenta” no combate ao câncer, não uma solução única.


Por que isso é importante

Essa abordagem pode ajudar onde tratamentos tradicionais têm dificuldade, como:

  • Tumores difíceis de alcançar

  • Regiões internas com baixa circulação de medicamentos

  • Cânceres resistentes à quimioterapia

 

A ideia é usar “bactérias como remédio” — algo que pode revolucionar a oncologia no futuro.

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