O que é o “sangue artificial universal”?
Pesquisadores japoneses, em especial da Universidade Médica de Nara, estão avançando no desenvolvimento de um sangue artificial que pode ser transfundido em qualquer pessoa, independentemente do tipo sanguíneo (A, B, AB ou O), sem necessidade de testes de compatibilidade prévia. Isso elimina um dos maiores desafios da medicina transfusional: a necessidade de encontrar sangue compatível rapidamente em emergências.
O sangue artificial é criado usando hemoglobina encapsulada em estruturas sintéticas, que imitam os glóbulos vermelhos, mas sem os antígenos responsáveis pela compatibilidade sanguínea. Isso significa que ele não ativa o sistema imunológico como ocorre com o sangue tradicional.
Por que isso é importante?
Aplicação universal
Longa durabilidade
Redução da escassez
Estado atual da pesquisa
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Testes e ensaios clínicos: já houve desenvolvimento de protótipos e testes em animais, com resultados promissores — em alguns casos demonstrando capacidade de salvar animais de hemorragias graves.
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O Japão está avançando para fases de testes mais amplos e planejando avaliações clínicas antes que a tecnologia possa ser usada em humanos de forma rotineira.
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A meta de introdução em hospitais é por volta de 2030, caso os testes de segurança e eficácia continuem indo bem.
Como a tecnologia funciona
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Em geral, o método envolve remover os antígenos dos glóbulos vermelhos, que são responsáveis por rejeições entre diferentes tipos sanguíneos, e encapsular hemoglobina funcional em uma membrana sintética. Isso cria um substituto que pode transportar oxigênio pelo corpo como o sangue normal, mas sem incompatibilidades.
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Ainda que a produção inicial utilize hemoglobina de sangue doado, o objetivo a longo prazo seria produzir sangue sintético inteiramente em laboratório, o que revolucionaria o campo.
❤️ Impacto potencial global
Se bem-sucedido, o sangue artificial universal japonês pode:
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Salvar milhões de vidas ao reduzir atrasos e erros em transfusões.
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Reforçar a capacidade de resposta a crises médicas, como desastres naturais, guerras e pandemias.
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Reduzir o desperdício de sangue doado, já que o produto final pode durar muito mais em armazenamento.