A autorização da Anvisa para o uso do medicamento Mounjaro em crianças e adolescentes com diabetes tipo 2 é uma das mudanças mais importantes no tratamento pediátrico da doença no Brasil em 2026. A partir da aprovação publicada em abril, o medicamento passou a ser indicado para pacientes de 10 a 17 anos, enquanto antes era autorizado apenas para adultos.
O que mudou?
A mudança foi específica para o tratamento do diabetes tipo 2. As demais indicações já aprovadas para o Mounjaro — como controle de peso e apneia obstrutiva do sono em adultos — permanecem restritas à população adulta.
O que é o Mounjaro?
O Mounjaro contém tirzepatida, um medicamento injetável de aplicação semanal que atua em dois receptores hormonais relacionados ao controle da glicose e do apetite (GIP e GLP-1). Essa ação ajuda a:
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reduzir os níveis de açúcar no sangue;
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melhorar a resposta do organismo à insulina;
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favorecer a perda de peso em muitos pacientes;
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reduzir fatores de risco metabólicos associados ao diabetes.
Quais foram os resultados dos estudos?
No estudo clínico internacional SURPASS-PEDS, que avaliou jovens de 10 a menos de 18 anos com diabetes tipo 2:
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houve redução superior a 2 pontos percentuais na hemoglobina glicada (HbA1c);
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cerca de 4 em cada 5 participantes atingiram níveis considerados adequados de controle glicêmico;
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observou-se redução do índice de massa corporal (IMC);
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o perfil de segurança foi semelhante ao já observado em adultos.
Por que isso é importante?
O diabetes tipo 2 em crianças e adolescentes tem crescido junto com a obesidade infantil. Além disso, a doença costuma evoluir mais rapidamente nos jovens do que nos adultos, aumentando o risco de complicações precoces. Até recentemente, as opções terapêuticas para essa faixa etária eram relativamente limitadas.
O que os pais precisam saber?
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O medicamento não é indicado para todas as crianças.
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A prescrição deve ser feita por endocrinologista pediátrico ou médico com experiência no tratamento da doença.
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O tratamento continua exigindo acompanhamento nutricional, atividade física e monitoramento regular da glicemia.
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Os efeitos adversos mais comuns costumam ser gastrointestinais, como náusea, vômitos e diarreia.