Remédio que retarda o Alzheimer chega ao Brasil
Uma nova esperança para pessoas com Alzheimer começou a chegar ao Brasil: o medicamento Leqembi (lecanemabe), aprovado para pacientes nos estágios iniciais da doença.
O tratamento representa um avanço importante porque atua diretamente sobre as placas de beta-amiloide, proteínas que se acumulam no cérebro e estão associadas à progressão do Alzheimer. Diferentemente dos medicamentos tradicionais, que ajudam principalmente a controlar sintomas, o lecanemabe busca desacelerar o avanço da doença.
Como funciona
O medicamento é um anticorpo monoclonal administrado por infusão intravenosa. Sua função é ajudar o organismo a remover as placas de beta-amiloide presentes no cérebro, reduzindo o impacto desse acúmulo sobre as funções cognitivas.
O que dizem os estudos
Pesquisas clínicas com pacientes em estágio inicial da doença mostraram que o tratamento foi capaz de retardar a progressão do Alzheimer em comparação com o placebo. Os resultados foram considerados significativos por especialistas, embora o remédio não represente uma cura.
Quanto custa
O alto custo é um dos principais desafios. As estimativas indicam despesas mensais que podem chegar a vários milhares de reais, além dos custos relacionados ao acompanhamento médico e aos exames necessários durante o tratamento.
Quem pode usar
O medicamento é indicado para pessoas com diagnóstico confirmado de Alzheimer em fase inicial. Antes de iniciar o tratamento, são necessários exames específicos para avaliar se o paciente atende aos critérios de segurança e eficácia.
Possíveis efeitos colaterais
Entre os efeitos adversos que exigem maior atenção estão casos de inchaço cerebral e pequenas hemorragias cerebrais, geralmente monitorados por exames de imagem durante o tratamento.
Um novo capítulo no tratamento da doença
Embora não cure o Alzheimer, o lecanemabe é visto como um marco por atuar em um dos mecanismos biológicos ligados à doença. Para pacientes diagnosticados precocemente, ele pode oferecer mais tempo com preservação das funções cognitivas e da qualidade de vida.