o Pentágono está desenvolvendo um plano para que as principais bases militares dos Estados Unidos consigam operar por pelo menos 90 dias sem depender de serviços e abastecimento externos, caso uma guerra ou uma grande crise interrompa a infraestrutura civil e as cadeias de fornecimento. Isso não significa que o governo tenha anunciado que os americanos ficarão 90 dias sem comida ou outros produtos.
O que é o plano FORTRESS?
O projeto, chamado FORTRESS, busca reduzir a dependência das instalações militares de redes elétricas, fornecedores e serviços civis que poderiam ser afetados durante um conflito prolongado.
Segundo reportagens publicadas em 25 e 26 de outubro de 2026, o plano prevê:
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Energia independente: microrredes elétricas, baterias e possíveis microrreatores nucleares.
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Reservas estratégicas: combustíveis, munições, medicamentos, peças de reposição e minerais essenciais.
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Abastecimento alternativo: criação de rotas e fornecedores adicionais para materiais críticos.
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Proteção das comunicações: preparação para interferências em satélites, sistemas de navegação e redes militares.
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Produção industrial de emergência: preparação de fábricas civis para fabricar equipamentos militares durante uma crise.
Por que os Estados Unidos estão se preparando?
O planejamento considera a possibilidade de uma guerra de grande escala atingir não apenas instalações militares, mas também redes de energia, telecomunicações, transporte e cadeias globais de abastecimento.
Um dos riscos considerados é que ataques cibernéticos ou físicos interrompam serviços essenciais dos quais as Forças Armadas dependem. Autoridades americanas já alertaram anteriormente para atividades cibernéticas que poderiam preparar o terreno para futuras interrupções de infraestrutura.
O ponto importante: o Pentágono não identificou publicamente um país específico como alvo do plano FORTRESS, e a iniciativa não comprova que uma guerra mundial seja iminente. Trata-se de preparação para cenários de risco.
E a população americana deve estocar alimentos?
Há uma segunda notícia que ajuda a explicar a confusão.
O Reino Unido lançou, em 22 de outubro, uma campanha chamada Be Ready, recomendando que famílias mantenham suprimentos básicos para enfrentar três dias de interrupção de serviços. A orientação inclui água potável, alimentos não perecíveis, lanterna, rádio e itens de primeiros socorros. A campanha contempla diferentes emergências, não apenas guerras.
Veja a diferença:
Estados Unidos — plano militar
Preparação das principais bases militares para operar por 90 dias sem apoio externo.
Reino Unido — orientação para famílias
Recomendação de manter suprimentos domésticos para aproximadamente 72 horas de emergência.
Isso significa que uma guerra mundial está prestes a começar?
Não há evidências suficientes para concluir isso. O plano mostra que as autoridades americanas consideram possíveis cenários de conflito prolongado e falhas de infraestrutura, mas governos também elaboram planos de contingência para situações que talvez nunca aconteçam.
Além disso, a meta de 90 dias não significa que todas as bases já estejam preparadas: as reportagens indicam que a implementação exigirá investimentos e poderá levar anos ou décadas para ser concluída integralmente.