
O que aconteceu
Na quarta-feira, 28 de outubro de 2026, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), já nos Estados Unidos, divulgou uma carta aberta — inicialmente enviada por aliados a jornalistas — em que se autoproclamava "o verdadeiro presidente eleito do Brasil", alegando fraude eleitoral sem apresentar provas.
A primeira versão do documento trazia no cabeçalho um Brasão de Armas desatualizado, com a inscrição:
"Estados Unidos do Brazil" — grafado com Z
Sobre o brasão — esclarecimento importante
O brasão usado não era da ditadura: ele foi adotado na Proclamação da República (1889) e vigorou até 1968, quando foi substituído pela própria ditadura militar por meio da Lei nº 5.389/1968, que alterou a inscrição para "República Federativa do Brasil". Ou seja:
- O símbolo é republicano, pré-ditadura — mas foi durante o regime militar que se tornou oficialmente obsoleto.
- A grafia "Brazil" com Z já havia sido abandonada oficialmente desde a reforma ortográfica do início dos anos 1930.
- O brasão vigente desde então traz "República Federativa do Brasil".
A segunda versão foi encaminhada com a observação: "Versão com o brasão correto".
⚖️ Repercussão
- O erro virou motivo de burlas e críticas em redes e na imprensa — jornalistas da GloboNews comentaram publicamente a grafia incorreta.
- Especialistas levantaram questionamentos jurídicos sobre o uso indevido das Armas Nacionais em documento de natureza político-partidária.
- Aliados e figuras da direita recuaram: Tarcísio de Freitas declarou que o caminho é "respeitar o resultado das urnas"; Rogério Marinho reconheceu não haver provas de fraude.