VERDADE EM PARTE!
O jejum pode provocar alterações metabólicas que influenciam o funcionamento do cérebro, mas isso não significa que ficar sem comer melhore automaticamente a memória, a inteligência ou a concentração.
Os efeitos dependem da duração do jejum, da alimentação, da qualidade do sono e das condições de saúde de cada pessoa.
O que acontece no cérebro durante o jejum?
1. O cérebro pode usar corpos cetônicos como energia
Quando o jejum se prolonga, o organismo aumenta a produção de corpos cetônicos, que podem servir como fonte alternativa de energia para o cérebro. Isso não comprova, por si só, melhora cognitiva.
2. Pode influenciar mecanismos de proteção neuronal
Pesquisas investigam efeitos do jejum sobre o BDNF, uma proteína relacionada à sobrevivência dos neurônios e à plasticidade cerebral. Em seres humanos, os resultados ainda são inconsistentes.
3. Memória e concentração não melhoram necessariamente
Uma revisão sistemática publicada em 2025, que reuniu mais de 70 estudos experimentais, concluiu que o jejum agudo não melhora nem prejudica, em média, o desempenho cognitivo de forma consistente. Os efeitos variam conforme a pessoa e a tarefa realizada.
Quais são os riscos?
O jejum pode causar fome, dor de cabeça, irritabilidade, tontura e dificuldade de concentração em algumas pessoas. Períodos prolongados sem alimentação também podem aumentar o risco de hipoglicemia, especialmente em quem usa determinados medicamentos.
Ele exige orientação profissional para pessoas com diabetes, histórico de transtornos alimentares, baixo peso ou condições clínicas que aumentem o risco nutricional.
Afinal, vale a pena fazer jejum para melhorar a inteligência?
Não há evidências suficientes para recomendar o jejum com esse objetivo. Para favorecer a saúde cerebral, há evidências mais consistentes a favor de:
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Dormir bem e manter horários regulares.
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Praticar atividade física.
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Ter uma alimentação variada e nutricionalmente adequada.
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Estudar, ler e manter atividades que estimulem o raciocínio.