
Deputada eleita no Paraná sugere que eleitor demita empregado que votou em Lula
Declaração atribuída a Jessicão, do PL, reacende o debate sobre liberdade política e pressão de empregadores sobre trabalhadores.
A deputada estadual eleita no Paraná Jessica Ramos Moreno, conhecida como Jessicão (PL), voltou ao centro de uma polêmica após publicar um vídeo nas redes sociais na sexta-feira (23 de outubro de 2026). A parlamentar criticou pessoas LGBTQIA+ que apoiam o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e defendeu a candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) na disputa presidencial. A publicação foi noticiada pelo portal Aliados Brasil, com crédito ao Pleno.
É importante fazer uma distinção: a reportagem consultada descreve críticas de Jessicão a eleitores de Lula, mas não confirma de forma independente a frase específica sobre demitir empregados. Portanto, essa afirmação precisa ser conferida no vídeo original antes de ser apresentada como citação literal da deputada.
Demitir alguém por causa do voto é permitido?
O Ministério Público do Trabalho considera assédio eleitoral a prática de ameaçar, intimidar, constranger ou prejudicar trabalhadores para influenciar suas escolhas políticas. Isso inclui ameaças de demissão e retaliações relacionadas ao voto.
O Ministério Público Federal também alerta que ninguém pode utilizar uma posição de poder para pressionar outra pessoa a votar em determinado candidato. A coação eleitoral pode gerar consequências trabalhistas e criminais, conforme as circunstâncias e as provas do caso.
Liberdade de voto também vale no trabalho
O voto é secreto e cada cidadão tem o direito de escolher seus representantes sem sofrer ameaças ou represálias profissionais. Divergências políticas entre patrões e empregados não eliminam esse direito.
Caso uma declaração pública sugira punição profissional por preferência política, é necessário analisar o conteúdo completo, o contexto e as circunstâncias para determinar se houve uma conduta juridicamente irregular.