O PL (Partido Liberal) e Flávio Bolsonaro enfrentam críticas por motivos que envolvem a família Bolsonaro, propostas políticas, declarações públicas, questões econômicas e divergências sobre democracia, direitos sociais e segurança pública.
7 motivos que ajudam a explicar a rejeição
1. A associação com Jair Bolsonaro e o 8 de janeiro
Flávio é filho de Jair Bolsonaro e mantém vínculo político com o legado do pai. Pessoas que criticam Jair Bolsonaro por sua postura diante das urnas, por suas declarações ou pelos acontecimentos de 8 de janeiro de 2023 também podem rejeitar o filho. Flávio, por sua vez, contesta a interpretação de que seu pai tentou dar um golpe.
2. Investigações e questionamentos sobre corrupção
O caso das chamadas rachadinhas no gabinete de Flávio no Rio de Janeiro marcou sua trajetória. A investigação teve provas anuladas por decisões judiciais, e o caso foi arquivado. Isso não equivale a uma condenação criminal, mas o episódio continua sendo citado por críticos como motivo de desconfiança.
3. Propostas de segurança pública mais rigorosas
Flávio defende reduzir a maioridade penal, ampliar presídios de segurança máxima, facilitar o acesso legal a armas e classificar facções criminosas como organizações narcoterroristas. Críticos questionam os efeitos dessas medidas sobre a violência, o encarceramento e os direitos individuais; apoiadores as defendem como instrumentos de combate ao crime.
4. Meio ambiente e terras indígenas
O candidato defende flexibilizar regras de licenciamento ambiental e rever atribuições de órgãos como Ibama e Funai. Organizações ambientalistas e indígenas criticam essas propostas por possíveis efeitos sobre florestas e territórios tradicionais. Flávio afirma que pretende combater o desmatamento ilegal e estimular a exploração econômica dos recursos naturais.
5. Relação com o STF e as instituições
Flávio propõe mudanças no funcionamento do Judiciário, incluindo limites às decisões individuais de ministros do STF. Alguns apoiam essas medidas por considerarem necessário restringir poderes concentrados; críticos temem que mudanças possam enfraquecer a independência judicial, dependendo de como forem elaboradas.
6. Preocupações com programas sociais e serviços públicos
Parte da população teme que a redução de gastos e a ampliação de parcerias privadas prejudiquem serviços públicos. O plano de Flávio propõe cortar ministérios e contratar serviços privados para complementar o atendimento do SUS, mas não anuncia a extinção do sistema. O impacto dependeria da execução, do orçamento e das regras adotadas.
7. Polarização e declarações públicas
Algumas pessoas rejeitam o PL por discordarem de suas posições culturais e ideológicas. Outras questionam declarações de Flávio sobre o sistema eleitoral, o aquecimento global e seu pai. Checagens da Agência Lupa identificaram afirmações falsas ou imprecisas em declarações feitas durante a campanha.
O que as pesquisas mostram sobre os eleitores?
Uma pesquisa Datafolha divulgada em 19 de outubro de 2026 identificou que, entre os entrevistados que pretendiam votar em Flávio Bolsonaro, 41% citaram o desejo de mudança e 31% mencionaram a rejeição a Lula, ao PT ou à esquerda como motivos para escolher o candidato. Isso ajuda a entender que parte do apoio a Flávio também é motivada pela oposição ao adversário.
Esses números explicam motivos de voto, não medem diretamente todas as razões pelas quais as pessoas rejeitam o PL.